- João Pedro, de São Pedro do Sul, tem vinte e quatro anos e é autónomo; faz dez quilómetros a pé todos os dias para apanhar o autocarro e já está a tirar a carta.
- O diagnóstico no espetro do autismo chegou quando tinha cinco anos.
- O desenho foi o refúgio que o ajudou a enfrentar a infância e a adolescência.
- A mudança de ares foi decisiva para o seu desenvolvimento pessoal e profissional.
- A história é apresentada como um exemplo de superação.
João Pedro, conhecido como JP, tem 24 anos e é natural de S. Pedro do Sul. Diagnosticado com autismo aos cinco, tornou-se autónomo. Diariamente percorre 10 km a pé para chegar ao autocarro e já traça planos para tirar a carta de condução.
A infância e a adolescência foram difíceis, marcadas por desafios no dia a dia. O desenho surgiu como refúgio para lidar com as dificuldades e encontrar um modo de expressão que o ajudasse a entender o mundo.
Foi preciso mudar de ares para encontrar estabilidade. Hoje, JP continua a investir no desenho como motor criativo e base de apoio, mantendo a autonomia e a vontade de progredir.
Desenho como refúgio e motor de mudança
Ao longo dos anos, o jovem desenvolveu uma visão de si próprio baseada na capacidade de cada pessoa, independentemente do espectro. Mantém o foco na melhoria contínua e na participação ativa na vida quotidiana.
JP afirma que o caminho de superação passa pela aceitação e pela prática constante, com regularidade nos trajetos para acesso a serviços e oportunidades.
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