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Cristina Ferreira diz que violação não é opinião; carta com 140 assinaturas

Carta aberta com 140 signatários repudia o debate sobre violência sexual e solicita diretrizes éticas para a comunicação e proteção das vítimas

Cristina Ferreira
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  • Carta Aberta, com mais de 140 signatários, repudiando o comentário de Cristina Ferreira no programa Dois às 10 sobre uma alegada violação de uma jovem de 16 anos.
  • Entre os signatários constam Joana Seixas, Kiko is Hot, Francisca de Magalhães Barros, Marta Crowford, Ana Bacalhau, Joana Mortágua, Francisco Louçã e Catarina Martins; o documento pede reflexão sobre a responsabilidade dos meios de comunicação.
  • O texto, intitulado A violação não é matéria de opinião, dirige-se à Comunicação Social e à Ordem dos Psicólogos Portugueses.
  • Exigem que a violência sexual seja tratada com rigor ético, que o conteúdo não seja voyeurista nem use eufemismos, e que especialistas sejam ouvidos no espaço mediático.
  • Solicitam que os relatos venham acompanhados de contactos de entidades especializadas e que a Ordem dos Psicólogos Portugueses emita diretrizes claras, reforçando a necessidade de especialização para quem atende vítimas.

A Carta Aberta, subscrita por mais de 140 personalidades, repudia o tom e o teor de um debate mediático sobre um alegado caso de violação envolvendo uma jovem de 16 anos, discutido no programa Dois às 10, da TVI. O documento exorta a imprensa a ponderar a responsabilidade social ao tratar de violência sexual.

Os signatários incluem atores, influenciadores, ativistas, profissionais de direito e académicos, entre nomes do mundo académico, jurídico e artístico. O texto solicita uma reflexão sobre o papel dos meios de comunicação na construção de narrativas sensacionalistas.

Na carta, os signatários denunciam que espaços de opinião muitas vezes se tornam veículos de desinformação e voyeurismo, transformando casos de violência em entretenimento. Alega-se que estas discussões matinais trivializam a violência e desrespeitam as vítimas.

Exigências para um tratamento mediático responsável

O documento defende que a abordagem da violência sexual seja pautada pelo rigor ético e por orientações comuns a programas. Rejeita-se o voyeurismo e pede-se respeito pelas sobreviventes, evitando eufemismos como sexo sem consentimento.

Os signatários pedem a audição de profissionais qualificados e especialistas em violência sexual no espaço mediático, para evitar generalizações e informações potencialmente danosas. Propõem que conteúdos incluam contatos de associações especializadas.

A carta também solicita que a Ordem dos Psicólogos Portugueses emita diretrizes claras, reforçando a especialização necessária para quem atua com vítimas de violência sexual. Alega-se que a não especialização compromete as vítimas-sobreviventes.

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