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Governo apresenta cinco medidas para reduzir sinistralidade rodoviária

Governo avança com fiscalização mais visível, novo código da estrada, mais radares e penas mais duras para reduzir a sinistralidade rodoviária

As operações Stop vão deixar de ser anunciadas com antecedência e a Brigada de Trânsito da GNR, que foi extinta em 2009, vai ser reactivada
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  • O Governo apresentou um conjunto de medidas para combater a sinistralidade rodoviária, em contexto de aumento de mortes no primeiro trimestre de 2026 face a 2025 e após a semana de Páscoa.
  • Operações stop sem aviso prévio vão intensificar a fiscalização, e a Brigada de Trânsito da Guarda Nacional Republicana (GNR) será reactivada para atuação mais visível.
  • O Novo Código da Estrada será escrito quase na íntegra, incluindo diplomas dispersos; o ministro afirmou que não será um processo que dure anos e que se ouvirá os especialistas.
  • Vai haver mais radares, com foco nos radares de velocidade média; a ideia é instalar mais pontos, com exemplos já usados em pontes como a Vasco da Gama, onde a velocidade média reduziu vítimas graves.
  • Pretendem-se punições mais duras e o fim das prescrições: alargar a cassação de carta de condução, agravar penas para reincidentes e para quem conduz sob álcool ou outras substâncias, e impedir prescrições; нам, também, planos municipais de segurança rodoviária para reduzir velocidades em zonas urbanas.

O Governo anunciou um pacote de medidas para combater a sinistralidade rodoviária, após uma semana de Páscoa marcada por pelo menos 20 mortes nas estradas. O anúncio foi feito pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, na tomada de posse do novo presidente da ANSR. A energia é de agir, com foco na fiscalização, código rodoviário e punições.

A estes temas somam-se metas de fiscalização mais visível e implacável, com operações stop sem aviso prévio. A Brigada de Trânsito da GNR será reactivada, substituindo a detenção de 2009, ainda sem data definida.

Luís Neves sublinhou que a atualização do Código da Estrada não é apenas uma revisão, mas uma reescrita abrangente para acompanhar mudanças em mobilidade. O objetivo é envolver especialistas sem prolongar o processo de forma indefinida.

Novo Código da Estrada

O ministro explicou que o código deverá integrar diplomas dispersos aprovados ao longo dos anos, adaptando-se a moto, bicicleta e trotinete. Não houve anúncio de medidas específicas, mantendo um espaço para consultas técnicas.

Mais radares de velocidade

Existem 123 locais com radares na paralela; 100 medem velocidade instantânea e 23 utilizam velocidade média. O objetivo é instalar mais radares de velocidade média, com referência à Ponte Vasco da Gama, onde a redução de sinistralidade foi associada a estes dispositivos.

Punições mais pesadas e fim das prescrições

Neves destacou que haverá maior exigência na punição de condutores com comportamentos de risco. Entre as medidas estão alargar os critérios para cassação de cartas e endurecer penas para reincidentes e para quem conduz sob álcool ou substâncias. A implementação não tem prazos anunciados.

Planos municipais de segurança rodoviária

O ministro pediu responsabilidade municipal para reduzir mortes, lembrando que mais de metade das fatalidades ocorrem dentro das localidades. Autarquias serão desafiadas a criar ou reforçar planos com acalmia de tráfego e zonas de circulação a 30 km/h.

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