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Proposta para curso de Medicina na Universidade de Évora foi novamente chumbada

Agência de Avaliação chumba o novo curso de Medicina na Universidade de Évora por falta de sustentabilidade, recursos humanos e infraestruturas adequadas

A decisão sobre este processo passaré para a próxima reitoria da UÉ, que será liderada por António Candeias, cuja tomada de posse está prevista para 11 de Maio
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  • A proposta de criação do curso de Mestrado Integrado em Medicina na Universidade de Évora foi chumbada pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) por não cumprir plenamente critérios essenciais.
  • A decisão aponta quatro aspetos-chave: sustentabilidade do programa incerta a curto e longo prazo, falta de recursos humanos qualificados e de infraestruturas, e instalações de simulação clínica inadequadas.
  • A reitora da Universidade de Évora qualificou as objecções como tratáveis e disse que a instituição pode apresentar uma proposta ganhadora no futuro; o Conselho de Revisão da A3ES manteve a decisão de não acreditação.
  • A instituição já apresentou recurso, que foi rejeitado pelo Conselho de Revisão da A3ES, mantendo a não acreditação do ciclo de estudos.
  • A reitora afirmou que algumas objeções já estão a ser tratadas e realçou que, embora desejável, a conclusão do Hospital Central do Alentejo não é imprescindível para avançar com o curso.

A proposta para criar um Mestrado Integrado em Medicina na Universidade de Évora foi chumbada pela A3ES. A decisão, publicada em fevereiro, aponta que o curso não cumpre plenamente critérios essenciais. A reitora afirma que as objeções estão a ser tratadas e que há condições para apresentar uma proposta ganhadora no futuro.

A A3ES detala quatro motivos centrais: sustentabilidade incerta do programa, falta de recursos humanos qualificados e de infraestruturas, e instalações de simulação clínica inadequadas. Ao incluir parecer da Ordem dos Médicos, a agência reforça a avaliação desfavorável ao ciclo.

Contexto recente

Este é o segundo chumbos do mesmo projeto, com uma primeira recusa ocorrida pouco menos de um ano antes. A nova deliberação, de 25 de Fevereiro, baseia-se em pareceres da Comissão de Avaliação Externa e na posição da OM. A federação mundial de educação médica também é mencionada pela A3ES.

Recurso e decisão do Conselho de Revisão

Após o chumbo, a Universidade de Évora apresentou recurso ao Conselho de Revisão da A3ES. O órgão manteve a decisão de não acreditação, sustentando que a ausência de qualquer requisito legal impede a aprovação do ciclo de estudos.

Reação da instituição

A reitora Hermínia Vasconcelos Vilar anunciou que as maiores objeções já estão a ser resolvidas e manteve a ideia de apresentar uma proposta vencedora futuramente. Garantiu que algumas objecções foram levantadas sem fundamentação adequada e que o processo permanece em curso para corrigir o que for necessário.

Perspectiva e infraestruturas

Vilar reconheceu a importância da conclusão de obras no Hospital Central do Alentejo, em Évora, mas afirmou que não é condição indispensável para avançar. Acrescentou que as Unidades Locais de Saúde (ULS) já atuam em conjunto com a universidade e que a abertura do hospital poderá reforçar o processo.

Desdobramentos futuros

A academia planeia rever o projeto, consolidar bases pedagógicas e estruturar governança que integre ensino e investigação. O objetivo é submeter uma nova proposta que cumpra as exigências da A3ES e da Federação Mundial para a Educação Médica.

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