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Leiria sem apoios do Governo após tempestades, relatório global aponta

Região de Leiria continua sem apoios do Governo; CIM exige relatório global dos danos para esclarecer pagamentos e critérios de distribuição

Elementos da proteção civil passam com um bote pela zona que ficou submersa pela subida da água do Rio Liz devido ao mau tempo, em Leiria
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  • Os municípios da Região de Leiria ainda não receberam dinheiro do Governo e reclamam um relatório global sobre as consequências do mau tempo.
  • O presidente da CIM, Jorge Vala, disse que a última informação foi do ministro da Economia, prometendo comunicar os valores durante a semana.
  • Vala sublinhou a ausência de um relatório objetivo que quantifique danos e impacto económico a nível nacional, regional e local, o que preocupa quanto aos critérios de distribuição de apoios.
  • O autarca afirmou que as seguradoras demoram a pagar, o que atrasa a recuperação de empresas e famílias.
  • Foi decidida a pedir uma reunião com a Associação Portuguesa de Seguradores para entender atrasos, critérios de avaliação de danos e a dimensão dos pagamentos.

O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria afirmou que os municípios ainda não receberam dinheiro do Governo e pediu um relatório global sobre as consequências do mau tempo. Aquele território foi o mais afetado pela depressão Kristin.

Durante a reunião do Conselho Intermunicipal, em Figueiró dos Vinhos, Jorge Vala mostrou-se desanimado com a falta de informações sobre os apoios financeiros, quase três meses após o furacão. Disse que a última indicação veio do ministro da Economia.

Vala sublinhou que informações dispersas já existem em várias instituições, mas não há um documento único que quantifique danos e impactos económicos no país e na Região Centro. Defende transparência e uma metodologia comum para a distribuição de apoios.

Falta de apoios e necessidade de relatório

O autarca reiterou que a ausência de um relatório objetivo compromete critérios e valores de apoio. Considera essencial a publicação de um inventário global dos estragos para guiar decisões públicas. A CIM pediu clarificação sobre os critérios de financiamento.

Na reunião foi ainda discutida a morosidade de seguradoras na compensação de danos. Vala afirmou que respostas tardam e que, por vezes, os valores pagos não correspondem à gravidade dos prejuízos, o que dificulta a recuperação.

Seguradoras e prazos de pagamento

O autarca mencionou a necessidade de compreender se existe critério uniforme para a avaliação de danos e por que há atrasos. Ficou decidido solicitar uma reunião com a Associação Portuguesa de Seguradores para esclarecer a dimensão dos atrasos.

A CIM inclui os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.

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