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Descentralização aproxima apoios sociais, mas o acesso continua desigual

A descentralização aproxima a resposta social, mas diferenças entre municípios e a ausência de indicadores locais de pobreza comprometem a igualdade de acesso

Investigadores defendem a criação de indicadores locais de pobreza.
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  • A descentralização das competências na Ação Social aproximou os serviços dos cidadãos e acelerou respostas, mas os municípios têm meios financeiros e humanos muito diferentes.
  • Investigadores do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES) do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE) alertam que não existem indicadores locais de pobreza para adaptar a intervenção e reduzir assimetrias regionais.
  • O estudo, intitulado Políticas sociais e descentralização: oportunidades e desafios para um Estado Social de proximidade, é assinado por Renato Miguel do Carmo e Bruno Miguel Oliveira.
  • A partir de 2020, as câmaras passaram a acompanhar beneficiários do Rendimento Social de Inserção e de famílias vulneráveis, bem como a atribuir apoios de emergência.
  • O estudo analisou quatro municípios: Alenquer, Barreiro, Moura e Porto.

A descentralização das competências na Ação Social fez chegar respostas mais rápidas e próximas dos cidadãos. Contudo, investigadores do CIES – ISCTE alertam para desigualdades entre municípios.

O estudo “Políticas sociais e descentralização” analisa as capacidades técnicas e financeiras das autarquias, destacando riscos para o acesso igual aos direitos sociais.

Desde 2020, os municípios passaram a acompanhar beneficiários do Rendimento Social de Inserção e famílias vulneráveis, além de atribuir apoios de emergência.

Desigualdades e indicadores locais

A análise incide sobre quatro municípios: Alenquer, Barreiro, Moura e Porto, evidenciando diferenças significativas entre eles. Os autores defendem a necessidade de indicadores locais de pobreza para ajustar intervenções e reduzir assimetrias regionais.

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