- O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa afirma que o debate interno sobre mudanças na Igreja tem de terminar com decisões do Papa.
- O sínodo, iniciado por o Papa Francisco, cabe agora a Leão XIV tomar as decisões sobre temas fraturantes como ordenação de mulheres, celibato dos padres e lugar dos divorciados e gays.
- Existem opções como a ordenação de homens casados, reconhecendo diferentes ritos dentro da Igreja Católica, e a discussão sobre o celibato.
- A criação do diaconado feminino é visto como forma de iniciar a reflexão sobre a ordenação de mulheres e ajudar a Igreja no seu caminho.
- O líder da CEP destaca que a Igreja precisa adaptar-se a mudanças culturais e tecnológicas, mantendo o essencial da sua fé e acolhendo fiéis de diferentes culturas.
O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) afirma que o debate interno sobre alterações na Igreja tem de terminar com decisões do Papa. A ideia foi partilhada numa entrevista de balanço aos dois mandatos à frente da CEP.
Ornelas deixa claro que há decisões a tomar e que a direcção não coloca em causa a capacidade de a Igreja aggravar fiéis. O sínodo, iniciado pelo Papa, cabe agora a Leão XIV traduzir em ação prática.
No balanço, o bispo recorda que o objetivo é distinguir o essencial do que pode ficar de fora, sem desvirtuar os valores católicos. A diversidade é apresentada como compatível com a unidade.
Sínodo e decisões papais
Durante o diálogo em Roma, o tema da ordenação de mulheres, do celibato sacerdotal e do papel de divorciados e pessoas LGBTQ+ foi central. Ornelas sustenta que cada cultura requer traduções do Evangelho em prática local.
O bispo cita casos de ritos diferentes dentro da mesma igreja e destaca que a ordenação de homens casados é uma opção que pode ser compreendida melhor pela experiência de outras tradições cristãs.
Quanto ao diaconado feminino, reconhece que é uma forma de iniciar a reflexão sobre a ordenação de mulheres, mantendo o foco no discernimento pastorally responsável.
Impacto na Igreja em Portugal
Ornelas aponta que o debate não pode ser adiado indefinidamente, mantendo a necessária ponderação entre mudança e continuidade. A experiência recente da JMJ em Lisboa é referida como marco de renovação.
O líder da CEP frisa ainda que a Igreja deverá adaptar-se a uma procura de fé mais centrada na espiritualidade, com menos ênfase nos ritos tradicionais. O conjunto da reflexão envolve várias realidades culturais.
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