- A princesa herdeira Mette-Marit reapareceu em público nesta sexta-feira em Oslo com uma cânula nasal de oxigénio ligada a um aparelho carregado por um funcionário do Palácio Real.
- Diagnosticada com fibrose pulmonar, tem 52 anos e enfrenta uma condição incurável que pode exigir transplante, segundo informou o Palácio Real.
- Participou numa receção para atletas paralímpicos noruegueses, acompanhada pelo marido, o príncipe herdeiro Haakon, e pelos filhos Ingrid Alexandra e Sverre Magnus.
- Nos últimos meses houve desgaste da imagem da monarquia após a divulgação de documentos que revelam correspondência entre Mette-Marit e Jeffrey Epstein entre 2011 e 2014, além de problemas judiciais do filho mais velho, Marius Borg Høiby.
- Em março, a promotoria pediu uma pena de sete anos e sete meses de prisão para Høiby; a maioria dos noruegueses opõe-se à ascensão de Mette-Marit ao trono.
A princesa herdeira Mette-Marit da Noruega reapareceu em público esta sexta-feira, usando uma cânula nasal de oxigénio ligada a um dispositivo carregado por um funcionário do Palácio Real. Aos 52 anos, a esposa do príncipe herdeiro Haakon vive com fibrose pulmonar, uma condição incurável que pode causar dificuldades respiratórias graves.
O Palácio Real confirmou que a herdeira deverá ser submentida a transplantação. A aparição ocorreu em Oslo, numa receção para atletas paralímpicos noruegueses, na presença do marido e dos dois filhos, a princesa Ingrid Alexandra e o príncipe Sverre Magnus.
Nos últimos meses, Mette-Marit tem enfrentado um período particularmente difícil. Em janeiro, a divulgação de uma grande quantidade de documentos nos EUA revelou correspondência frequente entre 2011 e 2014 entre a princesa e Jeffrey Epstein, criminosa sexual já falecida.
Contexto familiar e institucional
Além das questões de saúde, o foco público se voltou também para o filho mais velho de Mette-Marit, Marius Borg Høiby, que enfrenta problemas judiciais ligados a acusações de violação e agressão sexual. O jovem reconhece parte dos factos, mas contesta as acusações mais graves.
Em março, a promotoria solicitou uma pena de sete anos e sete meses de prisão para Høiby. Atualmente, ele não é formalmente membro da família real norueguesa, e o caso tem tido impacto na percepção pública da monarquia.
Pesquisas indicam uma oposição significativa entre os noruegueses à eventual ascensão de Mette-Marit ao trono, acompanhando o debate sobre o futuro da dinastia e a relevância institucional da monarquia no país.
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