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Mais de 10 mil turmas estudam ao ar livre em Moçambique

Mais de 10 mil turmas estudam ao ar livre em Moçambique, sobretudo em Cabo Delgado, Nampula, Zambézia e Maputo, com tendas como espaço de ensino

Alunas costuram em Moçambique
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  • Cerca de 10.500 turmas ainda estudam ao ar livre em Moçambique, com situação crítica nas províncias de Cabo Delgado, Nampula, Zambézia e Maputo.
  • Outras regiões também enfrentam o problema, e o esforço concentra-se onde há mais dificuldades.
  • Em 20 de fevereiro, a ministra anunciou que milhares de alunos vão iniciar as aulas em tendas, após a destruição de quase 400 escolas pelas cheias desde janeiro.
  • Foram destruídas 1.710 escolas de diferentes níveis e 362 infraestruturas de apoio, com 376 escolas totalmente destruídas.
  • Em fevereiro de 2025, havia cerca de 8.500 turmas a estudar ao ar livre, e a chuva aumenta o desafio para as aulas.

A ministera da Educação e Cultura de Moçambique informou que aproximadamente 10.500 turmas continuam a funcionar ao ar livre no país. A situação é particularmente grave nas províncias de Cabo Delgado, Nampula, Zambézia e Maputo, segundo a responsável.

A comitiva governamental reconhece que o fenómeno não está distribuído apenas nessas regiões: outras províncias também enfrentam dificuldades com o ensino ao ar livre. A ministra sublinhou que há investimentos direcionados para as áreas com mais problemas.

A autoridade mencionou ainda que se mantém o trabalho de reorganização das escolas, de forma a acolher os alunos com maior prioridade nas zonas mais afetadas. As ações visam reduzir a exposição à chuva e melhorar as condições de ensino.

Situação por províncias

Cabo Delgado e Nampula, no norte, Zambézia, no centro, e Maputo, no sul, são as regiões mais afetadas pela procura de espaços de ensino cobertos. A avaliação aponta que as demais províncias também registam turmas ao ar livre, ainda que em menor intensidade.

Medidas e contexto

Em fevereiro, o governo anunciou a instalação de tendas como espaços temporários de ensino, após a destruição de quase 400 escolas pelas cheias desde janeiro. Estima-se que 1.710 escolas, de diferentes níveis, tenham sido afetadas, incluindo 376 totalmente destruídas.

A responsável adiantou que, em fevereiro de 2025, eram ~8.500 as turmas a estudar ao ar livre. O objetivo passa por promover condições de ensino estáveis, mesmo face a eventualidades climáticas, mantendo o foco no acolhimento escolar.

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