- O presidente da República, António José Seguro, afirmou no Dia do Combatente que ainda existem lacunas e muito caminho para andar naquilo que diz respeito aos antigos combatentes, garantindo confiança na capacidade do Governo para responder às necessidades.
- Seguro reconheceu evoluções como a gratuitidade de medicamentos para pensionistas e a majoração dos apoios de saúde, mas sublinhou que não basta reconhecer avanços se persistirem lacunas.
- O discurso destacou que a dignidade dos que serviram o país não admite adiamentos e que nenhum combatente deve sentir-se abandonado.
- O ministro da Defesa, Nuno Melo, disse que, desde a posse da Autoridade Diplomática (AD), há progresso, mas que não são aceitáveis atrasos persistentes, especialmente na emissão de cartões, assegurando que o Governo trabalha para resolver.
- Melo mencionou que os direitos dos antigos combatentes passam a contar a partir do início do processo de emissão do cartão e elogiou o papel das Forças Armadas na saúde, proteção civil, buscas e missões externas, reforçando a importância da NATO.
António José Seguro abriu o quarto dia da Presidência Aberta com alertas ao Governo, durante a comemoração do Dia do Combatente. O Presidente da República destacou lacunas ainda existentes na resposta aos antigos combatentes, embora tenha reconhecido avanços no apoio social.
O chefe de Estado lembrou que muitos aguardam há demasiado tempo por respostas e afirmou que o país deve cumprir com dignidade quem serviu a pátria. Aos presentes, pediu que o Governo demonstre capacidade para responder às necessidades dos ex-militares.
Seguro reforçou que reconhecer avanços não chega quando persistem lacunas. Embora tenha referido evoluções como a gratuitidade de medicamentos para pensionistas e o aumento de apoios de saúde, insistiu que o caminho ainda é longo.
O Presidente da República reiterou que a Presidência Aberta não será indiferente às causas militares e sublinhou que os combatentes são uma presença viva na sociedade, não apenas um tema de arquivo. Chamou a paz como valor fundamental em contextos de incerteza.
Antes da intervenção do chefe de Estado, o ministro da Defesa afirmou que as reivindicações dos antigos combatentes são urgentes. Nuno Melo indicou que o Governo está a agir para resolver atrasos na emissão de cartões e garantiu que direitos passam a ser contabilizados desde o início do processo.
O ministro afirmou ainda que Portugal é uma terra de soldados e realçou o papel das Forças Armadas na emergência médica, combate a incêndios, busca de pessoas e missões externas. Apontou para a NATO como eixo estratégico num contexto global instável.
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