- Metropolitano de Lisboa encerrou hoje devido a uma greve de 24 horas, com indicação de encerramento de todas as linhas.
- Não há serviços mínimos decretados; o Tribunal Arbitral determina apenas serviços de segurança e manutenção, com três trabalhadores no posto de comando central.
- A greve contou com adesão total dos trabalhadores abrangidos pelos pré-avisos, incluindo inspetores e encarregados da tração, do posto de comando central e da sala de comando de energia.
- A paralisação é apresentada como consequência do incumprimento de acordos assinados em 2019, sobretudo a nível de formação e organização do trabalho, sendo que não estaria em causa aumentos salariais.
- A greve termina às 00:00 de sexta-feira, prevendo-se o funcionamento normal a partir das 06:30 de sexta; pode haver nova greve na terça-feira da próxima semana.
O Metropolitano de Lisboa encerrou hoje a circulação devido a uma greve de 24 horas dos trabalhadores. O encerramento foi confirmado na estação Colégio Militar/Luz, com indicação também no site da empresa de que todas as linhas estão paradas. A greve afeta o funcionamento da rede no território da Área Metropolitana de Lisboa.
Pelas 6h33, a entrada na estação estava vedada e afixados cartazes a explicar o encerramento por motivos de greve. O cenário repete-se por toda a rede, com sinalização de interrupção de serviços.
Às 7h00, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS) informou à Lusa que a paralisação decorre por incumprimento de acordos assinados em 2019, sobretudo no que diz respeito à formação e organização do trabalho, e não por reajustes salariais. A novíssima posição da FECTRANS foi comunicada por uma dirigente sindical.
Segundo a dirigente, o plenário realizado de madrugada reforçou as exigências dos trabalhadores, que vão apresentar as suas pretensões à empresa para tentar aproximar posições. A greve inclui inspeções, encarregados da tração e membros do posto de comando central e da sala de comando de energia.
O sindicato indicou que a greve termina às 00h de sexta-feira, com a expectativa de funcionamento normal a partir das 06h30 de sexta-feira. Não houve serviços mínimos decretados pela arbitragem do Conselho Económico e Social.
A arbitragem determinou a prestação de serviços apenas considerados essenciais para segurança e manutenção, com três trabalhadores no posto de comando central, entre eles um inspetor de movimento e dois encarregados de movimento e de energia, identificados pelos sindicatos.
Os trabalhadores também comunicaram a intenção de realizar nova greve na terça-feira da próxima semana, conforme já avançado anteriormente. A administração mantém a comunicação de alterações caso haja novidades.
Desdobramentos
As informações oficiais indicam que o Metropolitano deverá operar com normalidade apenas quando o horário de greve terminar e o sistema for reativado. As próximas horas deverão esclarecer o impacto na circulação de passageiros e na retoma de horários.
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