- A greve no Metropolitano de Lisboa teve adesão total dos trabalhadores abrangidos pelo pré-aviso, levando ao encerramento do serviço.
- O pré-aviso incluía inspetores, encarregados do Posto de Comando Central, Sala de Comando Central e Comando de Energia e Tração.
- As reivindicações centram-se em condições de trabalho, formação e retirada de algumas funções, sem foco em aumentos salariais.
- Não foram decretados serviços mínimos; a greve de vinte e quatro horas segue apenas com eventual nova paralisação marcada para 14 de abril, sujeita à decisão das organizações sindicais.
- A administração afirmou ter apresentado soluções concretas, mas o sindicato aponta questões muito específicas ainda não aceites, incluindo questões de assédio laboral e organização de chefias.
O Metro de Lisboa encerrou o serviço nesta quinta-feira porque houve adesão total à greve, abrangendo as categorias profissionais previstas no pré-aviso. A decisão resulta do movimento sindical que representa os trabalhadores.
Segundo Sara Gligó, dirigente da FECTRANS, o pré-aviso incluiu inspetores, encarregados do Posto de Comando Central, Sala de Comando Central e Comando de Energia e da Tração. A paralisação estendeu-se a todos os escalões envolvidos.
Durante o dia de ontem, o sindicato reuniu‑se com a administração para desbloquear a greve. A empresa apresentou algumas propostas, mas estas não satisfizeram as pretensões dos trabalhadores, mantendo-se o eram 24 horas de greve.
Desenvolvimento
Após a reunião, ainda perto das 23h, o sindicato comunicou aos trabalhadores o resultado da conversa com a empresa e confirmou a continuidade da greve. Não houve plenário, apenas informação sobre o desfecho.
Está agendada nova greve de 24 horas para 14 de abril, terça-feira, sem serviços mínimos decretados, de acordo com o Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social. A administração pediu a manutenção de serviços mínimos, o que não foi decretado.
A decisão arbitral determina que devam trabalhar três funcionários no Posto de Comando Central, designadamente um inspetor de movimento, um encarregado de movimento e um encarregado da sala de comando e de energia. Os trabalhadores devem ser identificados pelos sindicatos.
A sindicalista reiterou que não se pretendem aumentos salariais nos dois dias de greve, mas sim questões de serviço, condições de trabalho, formação e retira de algumas funções. Também houve referência a assédio laboral e a stagnar de vagas existentes desde 2019.
A administração do Metro de Lisboa informou, na altura, que o serviço estaria encerrado das 23h de hoje às 6.30 de sexta-feira. A entidade destacou que as reivindicações se prendem com cerca de 6% dos 1600 trabalhadores e que as operações ficam comprometidas globalmente.
Fonte: Lusa
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