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Estónia aposta em educação pré-escolar até aos sete anos e políticos fora da sala de aula

A Estónia aposta em jardins-de-infância até aos sete anos e afasta políticos da sala de aula, para sustentar bons resultados educativos nas avaliações internacionais

Kristina Kallas, ministra da Educação na Estónia esteve esta semana em Portugal
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  • A ministra da Educação da Estónia, Kristina Kallas, é a responsável pela aposta educativa do país, conhecido pelos bons resultados em avaliações internacionais.
  • A nova estratégia passa por levar a inteligência artificial (IA) às escolas secundárias.
  • Kristina Kallas afirma que a peça mais importante para o sucesso educativo é o jardim-de-infância, mas reconhece que não há apenas um fator.
  • A ministra destaca a importância do contexto histórico do país e de como os professores são vistos, defendendo que os políticos não se devem intrometer no trabalho docente.

A ministra da Educação da Estónia, Kristina Kallas, anunciou uma nova aposta educativa: levar a IA para as escolas secundárias, como parte da estratégia nacional de melhoria dos resultados em avaliações internacionais. A decisão surge num contexto de contínua ênfase no desempenho académico do país.

Segundo a responsável, o sucesso começa no jardim-de-infância até aos sete anos, mas depende de vários fatores históricos, da forma como os professores são vistos e da redução da intervenção de políticos no trabalho docente.

A ideia de políticas menos intrusivas na sala de aula é apresentada como parte de uma visão mais ampla de qualidade educativa e autonomia profissional dos docentes. A gestão pública afirma que o ambiente escolar deve manter foco no ensino e no apoio aos alunos.

Aposta pela IA nas escolas secundárias

A iniciativa pretende introduzir IA em atividades e conteúdos do ensino secundário, com recursos tecnológicos e formação específica para docentes. A implementação requer orçamento adequado e infraestrutura compatível com as necessidades das escolas.

O Ministério da Educação aponta uma fase de pilotagem em escolas selecionadas, seguida de avaliação de resultados. A autonomia escolar e o alinhamento curricular são apontados como fatores-chave para o progresso da medida.

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