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Decidir demolir o Edifício Transparente é vista como atitude polémica

Demolição parcial do Edifício Transparente, alvo de controvérsia por falta de discussão, aponta para reconfiguração da frente costeira até 2028

Foto: Igor Martins
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  • O Edifício Transparente, inaugurado em 2001 junto à Rotunda da Anémona, poderá ser demolido parcialmente até 2028, mantendo apenas um piso ao nível da praia para apoio à prática balnear.
  • A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, classificou o edifício de “muito feio” e avisou que a demolição parcial está em avaliação, gerando críticas sobre o caráter político da decisão.
  • O arquiteto Carlos Prata criticou a proposta, afirmando que o espaço foi criado para ligar o Parque da Cidade ao mar e que cortar o edifício é, do ponto de vista arquitetónico, irracional.
  • O processo decorre no âmbito do Programa da Orla Costeira Caminha – Espinho, com a Câmara do Porto a apoiar a realojabilidade dos empresários e a expectativa de avançar com a demolição em 2027.
  • O edifício foi projeto de Solà-Morales (2001), remontando a uma intervenção financiada pelo Polis, que propôs usos diversos antes de passar pela concessão à Hottrade.

O Edifício Transparente, junto à Rotunda da Anémona, no Porto, pode ser demolido parcialmente até 2028, mantendo apenas um piso junto à praia para apoiar a prática balnear. A decisão integra o Programa da Orla Costeira Caminha – Espinho (POC-CE).

A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, anunciou a demolição parcial e classificou o edifício como pouco harmonioso com o continuação da orla. As declarações provocaram críticas de especialistas, entre eles o arquiteto Carlos Prata.

Prata afirmou que a escolha parece política, sem discussão entre diferentes partes, o que considera inadequado. Lembra que o espaço foi concebido para ligar o Parque da Cidade ao mar, funcionando como zona de pausa.

O Edifício Transparente foi desenvolvido em 2001, no âmbito do projeto de extensão do Parque da Cidade até ao mar, assinado pelo arquiteto Solà-Morales. O financiamento veio do Polis, integrado na Porto 2001.

Em vigor desde 2021, o POC-CE identifica áreas críticas na orla costeira e prevê o recuo de núcleos habitacionais, com a demolição prevista para ocorrer até 2028. A Câmara do Porto aponta avanços com a medida.

O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, mostrou disponibilidade para apoiar realojamentos dos empresários do Edifício Transparente e considerou a demolição uma boa notícia para a cidade, esperando progressos em 2027.

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