- A petição contra a legalização das terapias de conversão já soma mais de cinquenta e cinco mil assinaturas, três vezes mais do que a apresentada no Parlamento para reverter a despenalização de 2024.
- A iniciativa contrária, lançada por cidadãos com apoio de várias associações, tinha como objetivo inicial vinte mil subscritores.
- A petição lembra que as Nações Unidas condenam as terapias de conversão como prejudiciais e anticientíficas, citando um relatório de 2020 do Especialista Independente da ONU.
- Segundo o texto, estudos indicam que estas práticas causam depressão, ansiedade, ideação suicida e trauma duradouro, especialmente em jovens.
- O documento está disponível no site Petição Pública e dirige-se ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco.
Nesta quarta-feira, 8 de abril, a petição contra a legalização de terapias de conversão sexual em Portugal já ultrapassou as 55 mil assinaturas. O objetivo é reverter a despenalização destas práticas, ocorrida em 2024, que encerrou décadas de intervenções prejudiciais.
Os signatários contrários à legalização contestam a proposta que foi apresentada na Assembleia da República por um grupo de cidadãos. A petição inicial contou com 17 mil subscritores, menos de um terço do total atual.
A iniciativa está a receber apoio de várias associações que defendem autodeterminação e direitos humanos. O grupo pretendia inicialmente 20 mil assinaturas para demonstrar o alinhamento social contra as terapias de conversão.
Apoio internacional e fundamentação
Na petição, os responsáveis lembram que as Nações Unidas condenaram as terapias de conversão como prejudiciais e anticientíficas. Um relatório de 2020 do Especialista Independente da ONU pediu a proibição global. Estudos associam danos como depressão e trauma em jovens.
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