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Padre acusado de abusos em Joane pode retomar funções após arquivamento

Arquidiocese de Braga arquiva o processo contra o padre de Famalicão, abrindo caminho para retomar funções, com prudência devido à idade

A Arquidiocese de Braga começou a receber denúncias contra Fernando Sousa e Silva a partir de 2019
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  • A Arquidiocese de Braga arquivou o processo e as denúncias contra o padre Fernando Sousa e Silva, de Famalicão, podendo este retomar as suas funções.
  • O afastamento ocorreu em 2022 por suspeitas de abuso sexual de crianças na paróquia de Joane, desde a década de 60.
  • O arquivamento baseia-se numa eventual imprudência no exercício da função de confessor e na idade do sacerdote, que tem 93 anos, sem derrogar a prescrição.
  • Foram cumpridos os procedimentos civis e canónicos, e as medidas disciplinares cessam, permitindo o regresso ao ministério conforme as capacidades físicas.
  • A Diocese destaca a importância das denúncias e apela à reconciliação da comunidade, mantendo prudência e discernimento no futuro.

A Arquidiocese de Braga decidiu retirar as medidas disciplinares aplicadas ao padre Fernando Sousa e Silva, de Famalicão, impostas em 2022, e arquivar o processo e as denúncias. O sacerdote, afastado de funções e de celebrare sacramentos, fica livre de sanções canónicas num caso relacionado com alegadas abusos na paróquia de Joane desde os anos 60.

A decisão baseia-se numa avaliação de que houve uma eventual imprudência no exercício da função de confessor, aliada à idade avançada do padre, com 93 anos. O arquivamento encerra o processo na ordem canónica, segundo o comunicado da Arquidiocese.

A Arquidiocese indicou que foi seguido um exame cuidadoso de todos os elementos recolhidos, e que não existiram razões suficientes para derrogar a norma da prescrição. O texto sublinha, ainda assim, a observância de procedimentos civis e canónicos e o acompanhamento de menores.

A Diocese reforçou que as medidas disciplinares cessaram e que o Reverendo Cónego Fernando Sousa e Silva poderá retomar o ministério, respeitando as limitações físicas e a prudência requeridas pela situação.

Contexto e próximos passos

A Arquidiocese informou que os trâmites processuais ditaram a comunicação pública desta decisão, visando a reconciliação entre a comunidade e a Igreja. O documento enfatiza que a denúncia continua a ser um ato de coragem e importância para a credibilização da instituição.

A nota acrescenta que a Igreja permanece próxima das pessoas que apresentaram denúncias, mesmo quando não qualificadas como abuso sexual, reconhecendo eventuais comportamentos imprudentes. Recomenda prudência ao atuar como confessor.

O comunicado encerra com uma mensagem de esperança, pedindo à comunidade que valorize o tempo de reconstrução da confiança e que o padre prossiga o serviço pastoral com humildade, recolhimento e oração.

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