- Um homem que entrou para o seminário em Itália revela ter-se apaixonado por um homem e ter sido sujeito a terapias de conversão descritas como torturas, com exorcismos e rituais de “limpeza espiritual”.
- Após a relação ser descoberta, sofreu insultos, humilhações, espancamentos e foi obrigado a assistir ao funeral imaginário do próprio ser, ficando isolado e sem saber se o outro seminarista sobreviveu.
- Saiu do seminário por ser considerado um “caso perdido” e tentou terapias médicas para combater a orientação, incluindo choques elétricos e medicação que induzia vómitos.
- Chegou a ponderar o suicídio, mas encontrou apoio gratuito através de uma linha de apoio psicológico e conseguiu voltar a sentir o corpo sem nojo de si.
- Alerta que famílias não permitam que alguém passe por estas terapias de conversão, descrevendo-as como torturas e pedindo que sejam proibidas.
O relato descreve uma experiência de terapias de conversão sexual, apresentando-a como tortura psicológica. O testemunho busca alertar sobre os danos associados a estas práticas, em particular em contextos religiosos.
A narradora descreve que entrou num seminário em Itália sem prever que se iria apaixonar por um homem. O desejo espiritual era visto como mais forte que a orientação sexual, o que levou a julgamentos severos por parte do grupo de padres.
Após a descoberta da relação com outro seminarista, foi sujeita a abusos que, diz, não sabe se o outro participante sobreviveu. O depoimento aponta para insultos, humilhações e exclusão social, em ambiente religioso.
Durante meses, afirma ter sido submetida a rituais de limpeza espiritual, incluindo encerramento numa peça escura, exorcismos e espancamentos. Houve ainda a simulação de um funeral como parte das supostas curas.
É explicado que a pressão para permanecer no seminário decorreu de uma convicção pessoal de que seria necessário curar um suposto mal. A saída aconteceu alegadamente por expulsão, tratada como um caso sem solução.
O testemunho descreve tentativas de terapias consideradas médicas, com identificação de causas para a orientação sexual, bem como uso de terapias aversivas. O relato inclui tentativas de suicídio, com a sensação de isolamento extremo na altura.
Numa fase de busca por ajuda, surgiu o telefone de apoio Telefono Amico Cevita, descrito como linha de apoio psicológico gratuita, que encaminhou a um grupo de apoio. A autora relata que a recuperação foi lenta e com recaídas, mas que recuperou o contacto com o próprio corpo.
O texto encerra reiterando que as pessoas não devem passar por terapias de conversão sexual, descritas como torturas. A narrativa aponta para uma persistência de prejuízos e para a importância de apoio.
Contexto e desdobramentos relatados indicam que, em vários países, estas práticas já foram proibidas, com discussões em curso sobre a legalidade e a proteção de menores. As informações são apresentadas sem afirmações não verificadas; fontes citadas incluem reportagens de referência.
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