- A Arquidiocese de Braga arquivou o processo e as denúncias de alegados abusos de menores imputados ao cónego Fernando Sousa e Silva, de Joane, Vila Nova de Famalicão.
- As denúncias foram recebidas desde novembro de 2019, com o padre a estar sujeito a várias medidas disciplinares desde julho de 2022.
- O Dicastério concluiu que não existiam razões para derrogar a prescrição, reconhecendo apenas uma eventual imprudência no exercício do confessionário e, por isso, arquivou o caso.
- A arquidiocese aponta que o padre poderá retomar o ministério, desde que com capacidades físicas adequadas e exercendo com prudência, discrição e espírito pastoral.
- A instituição reafirma o compromisso com a proteção de menores, oferecendo apoio às vítimas através da Comissão de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis, e dirige uma palavra de proximidade à comunidade de Joane.
A Arquidiocese de Braga arquivou o processo e as denúncias de alegados abusos sexuais de menores imputados ao cónego Fernando Sousa e Silva, sacerdote de Joane, Vila Nova de Famalicão. O arquivamento sucede a um parecer do Dicastério competente, que não encontrou razões para derrogar a prescrição, apontando apenas possíveis comportamentos imprudentes no exercício do confessionário.
Desde novembro de 2019, chegaram denúncias relativas a abusos de menores no contexto da confissão. Em julho de 2022, o sacerdote já tinha sido alvo de várias medidas disciplinares, que ficam encerradas com o arquivamento canónico do caso.
Medidas disciplinares e retorno ao ministério
A nota oficial afirma que o processo encerra-se na ordem canónica, cessando as medidas disciplinares aplicadas em julho de 2022. O cónego pode retomar o ministério, com prudência, atenção à saúde e ao ambiente pastoral, respeitando as circunstâncias.
A Arquidiocese reforça o compromisso com a proteção de menores e vulneráveis, mantendo a Comissão de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis em atuação. A instituição incentiva denúncias e assegura apoio às vítimas.
A comunicação ressalta ainda que a decisão pode gerar incompreensão, mas sublinha a importância de quem partilha testemunhos. A Igreja expressa reconhecimento à coragem de quem denunciou situações de abuso.
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