- O Sindicato da Construção de Portugal anunciou uma Jornada Nacional de Luta contra precariedade, clandestinidade e baixos salários, convidando estruturas sindicais do setor.
- A organização afirma que cerca de 60% dos trabalhadores no setor são clandestinos, precários e sem qualificações para trabalhar na construção.
- Alega que esses trabalhadores atuam em obras de qualidade e luxo, onde os empregadores ganham milhões com a venda das habitações.
- Afirma ainda que muitas obras públicas estão a ser construídas por trabalhadores clandestinos.
- Explica que, numa mesma obra, as carrinhas que transportam trabalhadores legais e ilegais circulam em dias diferentes.
O Sindicato da Construção de Portugal anunciou a uma próxima jornada nacional de luta contra a precariedade, a clandestinidade e os baixos salários no setor. A iniciativa visa envolver todas as estruturas sindicais do ramo, incluindo federações e sindicatos regionais.
Segundo o comunicado, aproximadamente 60% dos trabalhadores da construção estariam a operar na clandestinidade ou com condições precárias, sem as qualificações adequadas. A organização sustenta que esses trabalhadores participam em obras de alta qualidade e de luxo, cuja faturação atinge valores elevados.
A entidade sindical aponta ainda que várias obras públicas podem estar a ser executadas com a participação de trabalhadores clandestinos, o que, afirma, compromete a qualidade e a fiscalização. Exemplo citado descreve uma mesma obra a ser, ao longo de diferentes dias, realizada por equipes legais e ilegais.
Em reação a estas situações, o sindicato indica que irá convidar a federação do setor e as demais estruturas sindicais para uma grande Jornada Nacional de Luta. O objetivo é destacar a precariedade laboral, a clandestinidade e as condições salariais reduzidas que atribuem aos trabalhadores.
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