- A Igreja prevê uma despesa total de três milhões de euros com compensações às vítimas de abuso sexual e custos processuais em Portugal.
- As vítimas vão receber entre nove mil e quarenta e cinco mil euros; já foram aprovados 57 pedidos, faltando definir montantes para nove casos, perfazendo até ao momento 1.609.650 euros.
- Estão previstos cerca de um milhão de euros adicionais para apoio psicológico, psiquiátrico e medicamentoso, além dos custos das comissões de acompanhamento e do Grupo VITA.
- O trabalho foi iniciado pelas dioceses, contou com apoio de comissões nacionais e da coordenação nacional, e levou à criação de regras para prevenir abusos no futuro.
- A metade das compensações foi suportada pelo fundo da Conferência Episcopal Portuguesa, o restante cabendo às dioceses, em função da dimensão das comunidades.
A Igreja Católica em Portugal prepara-se para lidar com as consequências de casos de abuso sexual, com um total estimado de despesa de três milhões de euros. O montante resulta das investigações internas, do apoio às vítimas e das compensações efetuadas, incluindo custos processuais, informou José Ornelas, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).
Até ao momento foram aprovados 57 pedidos de compensação, com valores entre 9 mil e 45 mil euros. Estão ainda por definir montantes para nove casos, perfazendo 1.609.650 euros já aprovados para atendimento direto às vítimas. A este total soma-se um milhão de euros em despesas adicionais com assistência psicológica, psiquiátrica e medicamentosa.
Montante e apoio financeiro
Parte das compensações foi assumida pelo fundo da CEP, com o restante a cargo das dioceses, em função da dimensão de cada região. A Igreja explica que a compensação não apaga a dor, mas visa reconhecer o sofrimento causado e facilitar o processo de reparação.
Apoio e normas institucionais
O processo envolveu as dioceses, com o apoio de comissões nacionais e a coordenação central. Foram criadas regras transversais para prevenir abusos futuros e estabelecer padrões de tratamento para as vítimas, incluindo apoio psicológico extensivo.
Situação em curso e perspetivas
Existem casos ainda em tribunal ou sob investigação do Ministério Público. José Ornelas espera que as instituições do país funcionem de forma isenta e que as pessoas sejam chamadas pelas autoridades quando necessário. O responsável sublinhou que a cooperação entre diferentes níveis é essencial para o esclarecimento dos factos.
Entre na conversa da comunidade