- A Quinta da Granja, exploração de suínos em Santarém, continua em funcionamento e está a implementar medidas corretivas, conforme a DGAV.
- Caso não sejam asseguradas as condições exigidas, podem ser impostas medidas adicionais, incluindo redução do efetivo ou despovoamento da exploração.
- Uma reportagem da RTP, gravada entre janeiro e fevereiro, revelações de suínos mortos, feridos e doentes, com pavilhões degradados e corredores sujos.
- A DGAV determinou a apresentação imediata de um plano de ação e realizou nova ação inspetiva a 27 de março para verificar a implementação das medidas, tendo também solicitado acesso ao destino dos animais.
- Reações: a Filporc defende que não presenciou tais situações; FPAS afirma que as imagens não representam o setor e destaca o seu elevado nível de regulação, enquanto a APIC lembra que o abate exige aprovação de um médico veterinário oficial.
A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) informou à Lusa que a Quinta da Granja, exploração de suínos acusada de maus tratos, continua em atividade. A DGAV diz que a empresa está a implementar ações corretivas após a notificação recebida.
A DGAV acrescenta que apenas serão determinadas medidas adicionais, incluindo possível redução de efetivo ou depovoação, se não forem cumpridas as condições exigidas. As decisões dependem do cumprimento das ações já encomendadas.
No final de março, a RTP divulgou imagens recolhidas entre janeiro e fevereiro na Quinta da Granja, na freguesia de Almoster, Santarém, com suínos mortos, feridos e doentes. Os pavilhões apresentam zonas degradadas e corredores sujos.
A DGAV determinou a apresentação imediata de um plano de ação com medidas corretivas. A Quinta da Granja pertence ao ValGrupo e integrou o programa de bem-estar animal da Filporc em 2023.
No âmbito do processo, a exploração tem sido alvo de auditorias anuais, com a última realizada em julho de 2025. A DGAV assegura que as medidas aprovadas serão aplicadas com rapidez e com base no bem-estar animal.
Em 27 de março, a DGAV realizou nova ação inspetiva para verificar a implementação das medidas. O operador foi notificado para indicar, com urgência, o destino adequado dos animais.
Após a divulgação da reportagem, a Filporc garantiu que nunca testemunhou situações como as descritas. A FPAS afirmou que as imagens não representam o setor, que é fortemente regulado e fiscalizado, embora lamentasse que as imagens possam estigmatizar empresas.
A APIC explicou que, em Portugal, o abate de animais depende da aprovação prévia de um médico veterinário oficial, responsável pela inspeção sanitária dos animais vivos e pela validação da aptidão da carne para consumo. Em 29 de março, a Lusa contactou o Valgrupo, sem resposta.
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