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Câmara de Castro Marim revela 100 habitações ilegais, 70% demolidas

Câmara de Castro Marim identifica cem habitações sem licença; 70% não são regularizáveis e serão demolidas, com custos suportados pela autarquia

Segundo a autarca, os habitantes nesta situação vivem aqui por opção própria
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  • Castro Marim identificou cem habitações ilegais no município, entre casas móveis pré-fabricadas, de madeira, modulares e contentores marítimos.
  • Cerca de setenta por cento dessas ocupações não são passíveis de licenciamento e serão demolidas, com reposição das condições anteriores.
  • Noventa e cinco por cento das ocupações são de pessoas que escolheram o local, não por falta de alternativa, para morar ali.
  • A autarquia notificará os proprietários para demolição ou legalização, custeando as demolições e buscando reembolso posteriormente se não houver acordo.
  • O processo envolve áreas jurídica, social e urbanística, destacando dificuldades de enquadrar este tipo de ocupação no quadro legal existente e os impactos na gestão do território e na proteção civil.

A Câmara de Castro Marim identificou cerca de 100 habitações ilegais no território do concelho, com aproximadamente 70% a não serem passíveis de regularização e a serem demolidas. A informação foi dada à Lusa pela presidente Filomena Sintra.

Entre as construções registadas há prédios pré-fabricados, de madeira, modulares e contentores marítimos. A autarca explicou que a maior parte das ocupações ocorreu por iniciativa dos proprietários e não por falta de alternativas de habitação.

Mais de quatro quintos das ocupações não podem ser licenciadas, pelo que os serviços municipais já notificaram os proprietários para demolição e reposição de condições anteriores. O custo das demolições fica a cargo da autarquia, com possibilidade de reembolso caso haja incumprimento.

Processo e desafios

Filomena Sintra sublinhou que o processo envolve áreas jurídica, social e urbanística, exigindo distinção entre habitação própria e permanente e ocupações feitas por pessoas que escolhem o território para estar isoladas. A gestão do território, a proteção civil e a saúde pública ficam em foco.

A responsável alertou que a ocupação dispersa acarreta dificuldades de atuação em situações de emergência e pode comprometer serviços existentes para outras habitações legais. Muitos núcleos estão em zonas dispersas, com acessos pobres ou inexistentes.

Contexto e objetivos

A autarca reiterou que a maioria dos agregados não se resume a quem não teve outra solução, havendo casos em que se recorre a água ou energia para poços, com subsequente instalação de habitações modulares. Sem quadro jurídico claro, o município entende a ocupação como um problema de gestão territorial.

Filomena Sintra afirmou que não há solução simples para o acesso à habitação na região, mas enfatizou a necessidade de respostas com regras. A câmara procura soluções viáveis sem tolerar ocupação ilegal dispersa, para proteger a proteção civil e o direito à habitação formal.

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