- Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, crítica o Governo por discutir alterações à lei laboral à margem da Concertação Social.
- A CGTP afirma que o Governo quer “cozinhar” a sua estratégia fora das reuniões da Concertação Social.
- Oliveira acusa o pacote laboral de ser “contra os trabalhadores” e classifica-o como profundamente antidemocrático e anticonstitucional.
- As declarações foram feitas em conferência de imprensa em frente do Ministério do Trabalho, antes de uma reunião do Governo com a UGT e quatro confederações empresariais.
- A CGTP defende que a discussão da lei laboral deve ocorrer na Concertação Social, não em encontros paralelos.
O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, criticou o Governo e a forma como tem conduzido as alterações à lei laboral. A conferência de imprensa ocorreu diante do Ministério do Trabalho, na segunda-feira, horas antes de uma reunião entre o Governo, a UGT e as quatro confederações empresariais.
Para a CGTP, o Executivo liderado por Luís Montenegro pretende avançar com o pacote laboral sem Debate na Concertação Social, o que, segundo a central, prejudica os trabalhadores. A organização aponta que o processo tem sido conduzido à margem deste fórum institucional.
A CGTP sustenta que o Governo está a cozinhar a estratégia de forma pouco transparente e denuncia um afastamento da central de todo o processo de negociação. O objetivo é que o tema seja discutido dentro do âmbito da Concertação Social, dizem os críticos.
Perímetro da discussão
A posição da CGTP emerge num momento de contactos entre o Governo, a UGT e as confederações empresariais para alinhar alterações à legislação laboral. A central sindical mantém a oposição a qualquer formato de debate sem participação formal na Concertação Social.
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