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Patriarca de Lisboa diz que o mundo precisa de corações ressuscitados

Patriarca de Lisboa diz que o mundo precisa de corações ressuscitados, não apenas de soluções técnicas, para enfrentar o vazio espiritual e as crises atuais

Foto: Tiago Petinga/Lusa
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  • O patriarca de Lisboa, Rui Valério, disse na missa de Páscoa na Sé Patriarcal que o mundo precisa de “corações ressuscitados” além de soluções técnicas.
  • Afirmou que a Ressurreição de Cristo é o centro da história e a resposta ao vazio espiritual e existencial que marca o tempo presente.
  • Criticou o materialismo dominante, que reduz a vida ao útil e imediato, levando a um analfabetismo humano e espiritual e à indiferença perante o sofrimento dos mais frágeis.
  • Chamou à renovação de vida, defendendo abandonar o “fermento velho” para viver com pureza e verdade, numa referência aos pães ázimos.
  • No final da celebração, foi publicada a Carta Pastoral intitulada “Levanta-te, Igreja de Lisboa, e resplandece em Cristo”, com foco na identidade, missão e renovação da Igreja da capital.

Na missa de Páscoa celebrada na Sé Patriarcal de Lisboa, o patriarca apresentou um apelo à sociedade: o mundo atual precisa de corações ressuscitados, não apenas de soluções técnicas. A homilia enfatizou a centralidade da Ressurreição de Cristo.

Rui Valério afirmou que apenas uma humanidade aberta ao transcendente pode libertar-se do medo, do egoísmo e do vazio interior. Convidou cada crente a ver os sinais e acreditar, sublinhando que a Páscoa marca a esperança, o sentido da vida e o destino eterno da humanidade.

A homilia destacou uma leitura crítica da sociedade, marcada por materialismo que reduz a vida ao útil e ao imediato. O patriarca disse que o esquecimento de Deus acarreta um esquecimento do homem para o sofrimento dos mais frágeis, empobrecendo a alma.

Seguiu-se a visão de São Paulo sobre aspirar às coisas do alto, não como fuga, mas para iluminar o mundo com profundidade. A Páscoa foi apresentada como convite a uma mudança concreta de vida e a um novo modo de encarar a existência, o sofrimento e o amor.

Ao longo da reflexão, o patriarca pediu o abandono do fermento velho — pecado e mentira — para viver com pureza e verdade, fazendo referência aos pães ázimos. No final, dirigiu-se aos fiéis em várias línguas, incluindo inglês, espanhol, francês e italiano.

Carta Pastoral

No final da missa, foi assinada a nova Carta Pastoral intitulada *Levanta-te, Igreja de Lisboa, e resplandece em Cristo*. O documento propõe uma reflexão sobre identidade, missão e renovação espiritual da Igreja de Lisboa.

A carta insere-se no contexto da Páscoa, do Jubileu da Encarnação de 2025 e da preparação para os dois mil anos da Redenção, em 2033. O texto sublinha um forte acento missionário, com o apelo a reorientar a igreja para Jesus Cristo, num tempo de crises humanas e sociais.

Entre os temas abordados, destacam-se o vazio interior, a solidão, a polarização, a precariedade económica, a crise da habitação, o envelhecimento demográfico, a guerra e o afastamento da prática religiosa.

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