- O Papa Leão XIV, na primeira bênção pascal Urbi et Orbi, pediu que quem empunha armas as deponha e que quem pode fazer guerras escolha a paz.
- Na Praça de São Pedro, perante mais de 50.000 fiéis, a bênção combinou mensagem religiosa com forte significado político.
- O pontífice afirmou que a paz não nasce da força, mas do diálogo, e que não deve haver domínio sobre o outro, apenas encontro.
- Recordou a “globalização da indiferença” mencionada pelo Papa Francisco e afirmou que a paz da Ressurreição transforma o coração de cada um.
- A guerra continua a afetar minorias cristãs no Médio Oriente: restrições à Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém, fogo cruzado no sul do Líbano, missas canceladas no Dubai e celebrações limitadas em Damasco.
Numa bênção pascal marcante, o Papa Leão XIV pediu que as armas sejam deponidas e apelou à paz. Em menos de uma hora, a primeira bênção Urbi et Orbi do novo pontífice ocorreu na Praça de São Pedro, diante de dezenas de milhares de fiéis. O apelo enfatizou o diálogo em vez do domínio, e um compromisso com a proteção dos mais vulneráveis.
O Papa lembrou que a paz não resulta da força, mas do encontro entre as partes. Relembrou a crítica à violência persistente e destacou a necessidade de resistir à indiferença global, citando uma linha de seu antecessor. A bênção enfatizou ainda que a paz verdadeira transforma corações, não apenas circunstâncias.
Durante a homilia da Missa de Páscoa, Leão XIV celebrou o triunfo da vida sobre a morte, destacando a Ressurreição como base para a construção da paz. A cerimônia ressaltou que a morte aparece na injustiça, no egoísmo e na opressão, e que o Senhor permanece vivo, trazendo esperança através da Ressurreição.
Páscoa, palavra que deriva do hebraico, é apresentada como passagem da morte para a vida. O Papa endereçou votos de felicidades aos fiéis em dez línguas, incluindo árabe e mandarim, reforçando uma mensagem global de solidariedade.
Minorias cristãs e o impacto da guerra
A situação no Médio Oriente tem afetado comunidades cristãs locais. Em Jerusalém, a Cidade Velha ficou mais silenciosa por questões de segurança ligadas ao conflito entre Israel e Gaza, com restrições de acesso à Igreja do Santo Sepulcro.
No Líbano, zonas cristãs no sul continuam expostas ao fogo cruzado entre forças regionais. Em Dubai, as missas foram temporariamente canceladas por medidas de segurança. Em Damasco, celebrações pascais foram limitadas à missa devido a ataques em áreas cristãs da Síria central.
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