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Análise crítica revela visões sobre a burguesia contemporânea

Jornalismo torna-se privilégio de poucos, com entrada dependente da elite económica, reduzindo a diversidade e aumentando a vulnerabilidade dos profissionais

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  • O texto discute que o jornalismo está a tornar-se inacessível a quem não tem condições económicas, citando Francesca Barca e a ideia de que é uma profissão burguesa.
  • A autora mostra que jovens licenciados dependem de pais abastados para aceder a boas escolas de comunicação, limitando oportunidades no mercado.
  • Na União Europeia, incluindo Portugal, há pouca diversidade nas redações e muitos profissionais enfrentam vulnerabilidade económica, social e emocional.
  • Em janeiro de 2024, no 5.º Congresso dos Jornalistas, a investigadora Alexandra Figueira afirmou que, para quem trabalha com precariedade, o jornalismo é um ato de resistência.
  • A crise do setor resulta da transposição integral de conteúdos para a Internet, queda de leitores e hegemonia das redes sociais, dificultando o escrutínio dos poderes e a função democrática do jornalismo.

O que aconteceu e quem está envolvido

Um artigo da jornalista italiana Francesca Barca, publicado no início deste ano, suscitou debate ao questionar se o jornalismo é uma profissão burguesa. O texto analisa como o acesso à carreira se tornou mais restrito a jovens com apoio familiar e financeiro.

Numa intervenção presente no 5º Congresso dos Jornalistas, em Lisboa, em janeiro de 2024, a investigadora Alexandra Figueira afirmou, sem estudar ainda dados finais, que para muitos jornalistas precários o jornalismo é “um ato de resistência”.

Contexto e cenário

A discussão insere-se na realidade europeia, onde Portugal também está englobado. Barba descreve uma escassez de diversidade nas redações, com menos entrada de pessoas oriundas de camadas populares, apesar de desempenharem papel central na profissão.

A crise não é nova, mas intensifica-se: a transposição total de conteúdos para a Internet, a perda de leitores e a hegemonia das redes sociais alteram o ecossistema mediático, obrigando profissionais a adaptar-se rapidamente.

Impactos e desdobramentos

Jornalistas enfrentam vulnerabilidade económica, social e emocional, com menos garantias e condições de trabalho difíceis. A metáfora da casa em más condições ilustra o estado da profissão, exposto a tempestades externas e internas.

A relação entre democracia e jornalismo é enfatizada: uma imprensa robusta exige capacidade de escrutínio de poderes. A discussão sugere que é hora de rever estruturas, apoios e caminhos de entrada na profissão para ampliar a inclusão.

Notas finais

O artigo de Barca e as palavras de Figueira apontam para a necessidade de mudanças graves no setor. O objetivo é manter redações abertas, diversas e capazes de enfrentar desafios, preservando o papel essencial do jornalismo na sociedade.

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