- A câmara municipal de Valência aprovou um conjunto de medidas para limitar alojamentos turísticos, com o objetivo de conter a pressão sobre o mercado habitacional.
- A regra principal prevê que os alojamentos turísticos não podem representar mais de duas por centro do parque habitacional por bairro ou distrito, tornando Valência a primeira cidade em Espanha a impor esta limitação.
- O total de alojamentos turísticos não pode exceder o equivalente a oito por cento dos residentes registados em cada bairro ou distrito.
- Nas zonas residenciais, apenas até quinze por cento dos pisos térreos dos edifícios podem ser usados para qualquer tipo de alojamento turístico.
- A presidente da câmara, Maria José Catalá, disse que Valência pretende abandonar o turismo massificado e preservar a função residencial, iniciando uma mudança de paradigma perante críticas e protestos sobre o impacto do turismo.
Valência aprovou um conjunto de medidas para limitar o alojamento turístico na cidade, numa reação à pressão urbanística e imobiliária. A iniciativa foi anunciada esta semana pela Câmara Municipal.
A regra principal fixa que os alojamentos turísticos não podem superar 2% do parque habitacional em cada bairro ou distrito. Valência torna-se assim a primeira cidade espanhola a impor este tipo de limitação.
A presidente da câmara, Maria José Catalá, explicou que as medidas fazem parte de uma estratégia mais ampla para mudar o paradigma do turismo na cidade, evitando o modelo de turismo de massas e de baixo custo. Valência pretende manter a função residencial.
A autarca defendeu que a cidade deve continuar a ser residencial, assegurando que 98% das habitações permaneçam para uso habitacional. As regras visam ordenar o crescimento turístico dos últimos anos.
Além disso, o conjunto de alterações fixa que o total de alojamentos turísticos não pode exceder 8% do número de residentes registados por bairro ou distrito, incluindo hotéis, apartamentos e arrendamentos.
Nas zonas residenciais, apenas até 15% dos pisos térreos dos edifícios poderão ser ocupados por qualquer tipo de alojamento turístico, segundo a nova legislação.
Como em outras cidades espanholas, Valência já vinha a regist ar manifestações e protestos ligados ao turismo, à pressão sobre a habitação e à transformação dos centros urbanos.
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