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Protesto de 50 técnicos escolares exige que a Câmara cumpra promessas

Cinquenta técnicos escolares protestam contra a transferência para IPSS durante as pausas letivas em Gaia, alegando promessas não cumpridas e greve até dez de abril

Técnicos escolares protestam em frente à Câmara de Gaia
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  • Cerca de 50 técnicos escolares protestaram em frente à Câmara de Gaia contra a transferência de trabalhadores para IPSS durante as pausas letivas no âmbito do programa Gaia Aprende+.
  • O movimento exige que os colaboradores sejam deslocados para as escolas em vez de irem para as IPSS, alegando promessas não cumpridas por parte do executivo municipal.
  • Os trabalhadores estão em greve até 10 de abril, após uma paralisação semelhante nas férias de Natal, defendendo a continuidade do apoio durante as pausas letivas.
  • A dirigente sindical afirmou ter recebido garantias de que as mudanças seriam progressivas, mas diz ter sido surpreendida com escalas para as pausas da Páscoa, Verão, Novembro e Dezembro.
  • A Câmara de Gaia afirmou não ter recebido pedidos de reunião, enquanto o sindicato alega ter enviado vários emails e contatos, acusando o atual executivo de falta de diálogo.

Cerca de 50 técnicos escolares realizaram uma manifestação em frente à Câmara de Gaia, na quinta-feira, para exigir o cumprimento de promessas relativas ao programa Gaia Aprende+. O motivo central é a transferência de trabalhadores para IPSS durante as pausas letivas, em vez de trabalhar nas escolas.

Os trabalhadores contestam a deslocação para IPSS durante períodos como férias e interrupções letivas, argumentando que a medida reduz a capacidade de limpar, higienizar e manter as escolas em condições. Em causa está um compromisso alegadamente não cumprido pela Câmara.

Segundo a representante do STFPSN, Lurdes Ribeiro, houve promessa de progressivamente retirar os trabalhadores da câmara para atuarem nas escolas, com o vice-presidente Firmino Pereira a assegurar essa orientação. Ela vinca que há documentos e promessas por cumprir.

Ribeiro informou que, após uma reunião em janeiro, a câmara não forneceu garantias para evitar as IPSS na Páscoa, ameaçando consequências para os trabalhadores caso não haja ajustamento. A dirigente acusa a autarquia de falta de diálogo.

A Câmara de Gaia nega ter recebido pedidos de reunião vindos do presidente Luís Filipe Menezes ou do vice-presidente, mantendo que esses contactos não existem. O sindicato afirma ter enviado vários e-mails ao gabinete da vice-presidência.

No conjunto, o grupo mantém a greve até 10 de abril, já tendo levado a cabo uma paralisação semelhante no período natalício. Os trabalhadores pretendem manter o protesto até que haja uma solução clara para as pausas letivas.

Gaia Aprende+ e o debate sobre a aplicação

A defesa do programa sustenta que a cedência de pessoal às IPSS vise ocupar tempos livres dos alunos em pausas letivas, Natal, Páscoa e férias, mantendo a atividade durante o ano. O objetivo é evitar lacunas na gestão escolar durante interrupções.

A orientação do atual executivo, segundo declarações oficiais, é de resolver a situação, reconhecendo dificuldades herdadas do anterior governo. O diálogo entre a Câmara e o STFPSN permanece interrompido, com possibilidade de novas ações de protesto.

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