- Vídeos nas redes, no final de 2025, mostraram pessoas a receber passaportes e mesas com cartões, alegando venda de nacionalidade em uma hora.
- As gravações são desconexas entre si, com diversas “administrações do Estado” apresentadas de forma pouco consistente.
- A narrativa sugere uma oposição entre portugueses e estrangeiros, utilizando termos como “vergonha” e emojis de choque, mas não corresponde à realidade.
- O Instituto dos Registos e do Notariado disse ao PÚBLICO que não é possível obter a nacionalidade portuguesa numa hora e apresentou queixa às autoridades competentes.
- Em paralelo, o tema tem sido objeto de várias leituras e artigos relacionados, sem confirmação de qualquer prática oficial.
Foi desmentida a alegação de que estrangeiros podem obter a nacionalidade portuguesa em uma hora nos serviços do Estado. Vídeos circulantes mostraram mesas com cartões e pessoas a receber passaportes, mas não há confirmação da prática descrita.
Os conteúdos são inconsistentes e não mostram ligações entre si. O material utiliza termos como veracidade a dividir portugueses e estrangeiros, alimentando uma narrativa fabricada. Não se verificam procedimentos oficiais a apoiar a afirmação.
As imagens passaram a circular no final de 2025 nas redes sociais, sem referência a locais ou datas consistentes. A narrativa incide sobre processos administrativos de nacionalidade, apresentando-se de forma enganosa e sem confirmação de fontes.
Esclarecimento institucional
O Instituto dos Registos e do Notariado assegurou ao PÚBLICO que não é possível obter a nacionalidade portuguesa numa hora nos serviços do Estado. A instituição já apresentou queixa às autoridades competentes sobre os vídeos.
Especialistas e autoridades recomendam cautela com conteúdos não verificados. Em Portugal, a concessão de nacionalidade segue critérios legais e prazos específicos, sujeitos a escrutínio público e jurídico.
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