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Ministro da Educação vê menos falta de docentes, mas há excesso de professores

Ministro da Educação afirma queda de horários por ocupar, mas escolas têm excesso de docentes; novo sistema promete identificar necessidades com rigor

O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, na Assembleia da República
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  • O ministro da Educação, Fernando Alexandre, afirmou no Parlamento que, a 26 de março, havia 448 horários por preencher nas escolas, indicando uma redução face a dois meses antes.
  • A diminuição dos horários em falta resulta de medidas em curso, da correção de erros administrativos e de maior rigor na informação sobre docentes em falta.
  • O ministro prometeu apresentar um sistema que permita identificar com rigor alunos sem aulas e escolas com excesso de professores, destacando que também existem escolas com excesso de docentes.
  • Alegou que dados divulgados por sindicatos e outras entidades têm fragilidades e podem superestimar o número de alunos sem aulas, dando exemplos de horários repetidos que, na prática, correspondiam a menos necessidades.
  • Relembrou que, desde o início do governo, entraram mais de dez mil novos professores na escola pública, citando concursos extraordinários e apoio à deslocação para regiões carenciadas como medidas implementadas.

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, afirmou no Parlamento que há menos docentes em falta, mas existem ainda escolas com excesso de professores. A fala ocorreu nesta quarta-feira, em que voltou a questionar números que, segundo ele, sobrestimavam o número de alunos sem aulas.

No debate, o governante explicou que, a 26 de março, havia 448 horários por preencher nas escolas, menos da metade do que há dois meses. A redução deve-se a medidas em curso, à correcção de erros administrativos e a um maior rigor na informação.

Nova monitorização de necessidades

Fernando Alexandre adiantou que está a ser criado um sistema de informação capaz de identificar com rigor alunos sem aulas e escolas com excesso de docentes, algo que, afirma, também acontece em algumas escolas. O objetivo é reduzir a ausência de aulas.

Dados de sindicatos sob escrutínio

O ministro referiu que os dados de sindicatos e outras entidades contêm fragilidades e tendem a sobrestimar. Citou exemplos de parâmetros repetidos, como horários agregados que, na prática, correspondiam a menos necessidades.

Frente a uma pergunta do deputado Porfírio Silva sobre quando saberá quantos alunos estão sem professor, o ministro lembrou críticas anteriores a relação entre dados e imagem da escola pública. Acrescentou que o novo sistema permitirá identificar necessidades com maior rigor.

Desempenhos e perspetivas

Desde o início do mandato, o Governo diz ter recrutado mais de 10 mil novos professores para a escola pública. Lançaram-se dois concursos extraordinários que permitiram colocar mais de 3 mil docentes em várias regiões, e criou-se um apoio à deslocação para atrair profissionais para áreas carenciadas.

O ministro afirmou ainda que os apoios à deslocação beneficiaram já mais de 6700 docentes, reforçando a aposta na formação de novos professores para enfrentar as carências regionais.

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