- O diploma em análise estabelece que todos os movimentos de veículos pesados na VCI sejam registados numa plataforma digital dos municípios do Porto e de Gaia, com uma autorização prévia de circulação para cada manobra.
- A autorização deve ser preenchida e submetida com antecedência máxima de uma hora.
- A Câmara de Gaia opõe-se à solução, considerando-a uma burocracia desnecessária e afirma que não aderirá à plataforma, defendendo que as empresas de transportes devem cumprir a possível proibição.
- O vice‑presidente Firmino Pereira sugere que os pesados usem a A41 (CREP), que atualmente está isenta de tarifas, admitindo um regime excecional que poderia, pelo menos, abranger Matosinhos por ligar ao Porto de Leixões.
- O grupo de trabalho entre Infraestruturas de Portugal, Instituto da Mobilidade e dos Transportes, Área Metropolitana do Porto e os municípios do Porto e de Gaia deverá ouvir as organizações do setor para tornar a proposta menos conflituosa e mais adequada à dinâmica da área.
O diploma em discussão prevê o registo de todos os movimentos de pesados na VCI numa plataforma digital dos municípios do Porto e de Gaia. Cada trânsito requereria uma habitação de circulação com antecedência máxima de uma hora.
A proposta surgiu no âmbito de um projeto de lei que visa limitar o trânsito de camiões na VCI, com o objetivo de reduzir congestões e aumentar a segurança rodoviária. O registo seria obrigatório para cada movimento.
Posições em Gaia
A Câmara de Gaia rejeita a solução por considerar burocrática e inadequada para o município. O vice-presidente Firmino Pereira afirma que Gaia não aderirá à plataforma e defende que as empresas devem adaptar-se a eventuais proibições.
Pereira também defende a utilização da A41 (CREP) pelos pesados com origem ou destino em Gaia, salientando que o Porto de Leixões justifica exceções. O autarca argumenta que a medida poderia afectar o tecido empresarial local.
Ainda segundo o vereador, Gaia mantém-se disponível para discutir medidas que limitem o tráfego, desde que não haja impacto negativo sobre empresas e atividade económica no concelho.
Desdobramentos e próximos passos
O grupo de trabalho, que inclui Infraestruturas de Portugal, Instituto da Mobilidade e dos Transportes, a Área Metropolitana do Porto e os municípios do Porto e Gaia, deverá ouvir organizações representativas do setor.
O objetivo é tornar a proposta menos conflituosa e contemplar sugestões de quem conhece a dinâmica do transporte de mercadorias, evitando impactos desproporcionados na logística portuária e no comércio local.
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