- A Igreja Católica Portuguesa já gastou um milhão de euros com a Comissão Independente, o Grupo Vita e apoio médico/psicológico às vítimas de abusos sexuais.
- As vítimas vão receber entre nove mil e quarenta e cinco mil euros, totalizando mais de 1,6 milhões de euros em compensações aprovadas.
- Dos 95 pedidos recebidos, 78 são elegíveis; 57 já têm luz verde para compensação, no valor de 1.609.650 euros, com nove em fase final de análise e um pendente da Santa Sé.
- O Grupo Vita tem contrato até junho; a próxima assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa decidirá o futuro do grupo.
- O presidente José Ornelas criticou a morosidade dos processos de legalização de imigrantes, defendendo acolhimento, integração e combate ao tráfico de pessoas.
O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), José Ornelas, revelou que as despesas com a Comissão Independente, o Grupo Vita e o apoio psicológico às vítimas de abusos sexuais na Igreja Católica já ascenderam a um milhão de euros. O montante total de compensação anunciado é de 1,6 milhões de euros.
Ornelas explicou que o milhão de euros inclui serviços da Comissão Independente para o Estudo dos Abusos, do Grupo Vita, além de apoio médico especializado às vítimas, como psicologia ou psiquiatria, e medicação ao longo de todo o processo. Ele frisou que o apoio continuará.
A CEP anunciou, a 26 de Março, que as vítimas vão receber entre 9 mil e 45 mil euros cada, num total já aprovado de mais de um milhão e meio de euros. Dos 95 pedidos recebidos, 78 foram elegíveis e 17 arquivados.
Acompanhamento e compensações
Entre os elegíveis, 11 pedidos foram indeferidos, 57 já têm luz verde para compensação, totalizando 1.609.650 euros. Ainda estão em análise nove pedidos e um permanece pendente de decisão da Santa Sé, segundo a CEP.
José Ornelas indicou que a assembleia plenária da CEP, este mês, vai eleger novos representantes e decidir o futuro do Grupo Vita. O grupo tem contrato até junho e a decisão está dependente da próxima sessão.
O presidente da CEP também comentou a morosidade na legalização de imigrantes, apontando tempos de espera considerados vergonhosos. Defendeu regular a imigração, punir redes de tráfico e promover acolhimento e integração dos trabalhadores migrantes.
Imigração e políticas públicas
As declarações ressaltam a necessidade de acelerar processos de regularização e de fortalecer medidas de proteção às vítimas de abuso, bem como a implementação de políticas de integração para trabalhadores migrantes, segundo a CEP.
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