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Fenprof rejeita revisão curricular sem participação dos docentes

Fenprof exige participação efetiva dos docentes na revisão curricular, alertando que sem envolvimento não se assegura qualidade nem legitimidade do processo

Fenprof rejeitou qualquer revisão curricular sem a participação dos docentes
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  • A Fenprof rejeita qualquer revisão curricular sem participação dos docentes, defendendo debate sério, transparente e amplamente participado.
  • A revisão das aprendizagens essenciais (AE) está em consulta pública desde sexta-feira, com duração prevista de um mês.
  • O Governo pretende atualizar conteúdos, rever a matriz curricular, inserir digitalização e IA de forma transversal e reorganizar o ensino básico.
  • A Fenprof acusa o processo de ter avançado sem envolvimento adequado dos professores e questiona se há fundamentação técnica para a proposta.
  • O Governo descreve o processo de consulta como uma etapa de aperfeiçoamento e validação, buscando contributos da comunidade educativa e da sociedade.

A Fenprof rejeitou a ideia de rever as aprendizagens essenciais sem a participação ativa dos docentes. A posição foi comunicada após a divulgação de uma versão preliminar que está em consulta pública desde sexta-feira. A incerteza sobre as intenções do Governo está no centro da contestação.

A revisão das aprendizagens essenciais faz parte de uma reforma curricular mais ampla. O Governo afirma que o processo visa atualizar conteúdos, reorganizar a matriz educativa e integrar dimensões digitais e de Inteligência Artificial. A consulta decorre durante um mês.

A organização sindical afirma que a escola pública não pode avançar sem o envolvimento efetivo dos professores. Questiona também se existe uma avaliação rigorosa que sustente a nova proposta.

O processo de revisão esteve em curso desde o ano anterior. Em julho, o Governo concluiu a atualização de documentos orientadores para alguns anos de escolaridade. Seguia-se a consulta dos restantes anos na primeira metade de 2026.

O Governo adiou a fase de consulta pública das restantes aprendizagens essenciais para alargar o debate à matriz curricular, mantendo a ideia de incorporar conteúdos digitais e IA em todos os níveis de ensino.

Segundo a Fenprof, as AE avançaram em projetos-piloto sem participação alargada e sem uma matriz curricular bem estruturada, incluindo a definição da carga horária de cada disciplina. A federação teme flexibilizar horários diante da falta de docentes.

O ministro da Educação, Ciência e Inovação anunciou em janeiro que a reorganização de ciclos de ensino até 2027 iria acompanhar a consulta. A Fenprof questiona se a mudança resulta de uma reflexão pedagógica ou de critérios económicos e de recursos humanos.

Num comunicado governamental, divulgado no fim de semana, o Executivo descreve a consulta como uma etapa de aperfeiçoamento e validação. O objetivo é recolher contributos da comunidade educativa, especialistas e sociedade.

Participação e prazos

A Fenprof reforça a necessidade de debate transparente e amplo, que valorize a experiência de quem constrói a escola pública, e questiona a avaliação que sustenta a proposta. A posição é de que a participação é essencial para o futuro da profissão docente.

Perspetivas do Governo

O Governo afirma manter o foco na melhoria da qualidade educativa, com base em contributos da comunidade educativa, especialistas e sociedade, para reforçar a qualidade da revisão curricular. Não há conclusão anunciada sobre o calendário.

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