- A Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores (FEPONS) está preocupada com a falta de nadadores-salvadores para o arranque da época balnear em Portugal, e pede alteração urgente à lei que rege o setor.
- Segundo o presidente da FEPONS, Alexandre Tadeia, perde-se, em média, cerca de 50% dos nadadores-salvadores todos os anos, levantando dúvidas sobre o número disponível no início da época balnear de 2026.
- Em Portugal existem mais de cinco mil nadadores-salvadores certificados, mas a maior parte é composta por jovens estudantes universitários que, após a formação, procuram outras opções de emprego, o que agrava a escassez.
- O recurso a mão de obra estrangeira, principalmente do Brasil e da Argentina, é visto como solução para o próximo verão, mas a federação defende um sistema semelhante ao dos bombeiros, com uma coordenação central pelo Instituto de Socorros a Náufragos e associações de nadadores-salvadores sem fins lucrativos.
- A FEPONS também defende que as autarquias assumam a gestão da vigilância, retirem os concessionários da equação e melhorem a remuneração e as condições de trabalho dos nadadores, que passam por formação de cerca de 150 horas. A preocupação aumenta devido aos impactos de tempestades em fevereiro, que reduziram as zonas arenosas em várias regiões.
A Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores (FEPONS) expressou preocupação com a falta de nadadores-salvadores no arranque da época balnear, e pediu urgência na alteração da lei que regula o setor. O apelo surge para enfrentar a escassez de profissionais no início desta temporada.
Segundo Alexandre Tadeia, presidente da FEPONS, a média anual indica que cerca de 50% dos nadadores-salvadores cessam atividade. O responsável afirmou que não há certezas sobre o número de profissionais disponíveis para o arranque da época balnear de 2026. Em Portugal existem mais de cinco mil nadadores certificados.
A rotação de pessoal começa cedo: o grupo é composto principalmente por jovens estudantes universitários que, após a formação, procuram outras oportunidades de emprego. Este facto leva a formação de cerca de metade do contingente necessário todos os anos, incidindo no início da época balnear em zonas onde o começo é em maio ou junho.
Para contornar a falta de profissionais, a FEPONS antevê, como nas últimas temporadas, o recurso a mão de obra estrangeira, sobretudo do Brasil e da Argentina, que costuma estar disponível no início do verão. Em paralelo, a federação defende um sistema semelhante ao dos bombeiros, com uma entidade central de coordenação e associações de nadadores-salvadores atuando por zonas.
A autarquia é apontada como parte da solução: a FEPONS defende que os municípios retomar a responsabilidade pela vigilância, afastando os concessionários de praia do custo e da gestão dos nadadores-salvadores. A ideia é impedir que o financiamento e a compra de material fiquem dependentes de lógicas comerciais.
Para resolver o défice de vigilância, a federação aponta também para melhoria das condições de remuneração e de trabalho, destacando a formação exigente de 150 horas dos profissionais. A necessidade de valorização do papel técnico é sublinhada como crucial para estabilizar o serviço.
A preocupação agravou-se com as tempestades de fevereiro, que provocaram destruição de praias e perda de areia em várias zonas do país, aumentando as necessidades de preparação para a época balnear. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) coordena ações de levantamento de necessidades, com a FEPONS a colaborar quando solicitada.
Fonte: agência Lusa.
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