- Catarina Oliveira tornou-se consultora para acessibilidade após ficar numa cadeira de rodas, aos 26 anos, no Rio de Janeiro, e regressar a Portugal.
- Hoje tem cerca de 100 mil seguidores nas redes sociais e é a décima convidada do podcast A Vida Não é o Que Aparece.
- Revela ter sentido a sociedade pouco preparada para a sua nova posição, levando-a a sentirse invisível ou infantilizada em várias situações.
- Defende que o capacitismo parte da ideia de incapacidade e insiste na autonomia das pessoas com deficiência, promovendo a equidade em vez de igualdade.
- Como mãe e mulher com deficiência, destaca que a educação dos pais e o exemplo no quotidiano são cruciais para desconstruir estereótipos.
Catarina Oliveira ficou em cadeira de rodas aos 26 anos, após uma infecção na medula, no Rio de Janeiro. Voltou a Portugal e iniciou uma nova vida centrada na acessibilidade. Hoje é consultora na área e partilha a perspetiva com milhares de seguidores.
A professora de nutrição tornou-se presença pública nas redes sociais, onde já soma perto de 100 mil seguidores. O objetivo é quebrar tabus sobre deficiência e promover uma visão mais realista da autonomia das pessoas.
No podcast A Vida Não é o Que Aparece, Catarina fala da adaptação à cadeira de rodas e das reacções que confronta. Conta sentir-se invisível ou infantilizada em várias situações.
Capacitismo e autonomia
O discurso assenta na ideia de que o capacitismo tende a ver a deficiência como impedimento, esquecendo a autonomia do indivíduo. Catarina defende que a sociedade precisa reconhecer preferências e limitações próprias de cada pessoa.
Ela sublinha a importância da educação para mudar hábitos quotidianos. Exemplos simples, como não ocupar lugares reservados, ajudam a promover respeito pela diversidade e pela igualdade de oportunidades.
Para além do trabalho cívico, Catarina é mãe há menos de um ano, o que adiciona camadas à perceção pública sobre mulheres com deficiência. A experiência familiar é apresentada como parte da evolução pessoal e profissional.
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