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Greve de mediadores culturais da AIMA leva trabalhadores à sede do Governo

Greve junto à sede do Governo exige incorporação de 200 mediadores culturais da AIMA, hoje contratados por parceiros, sem salário definido nem horas extra

Os mediadores acusam a tutela de usar precários como funcionários permanentes
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Os mediadores culturais da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) iniciaram, nesta segunda-feira, uma greve seguida de protesto junto à sede do Governo, em Lisboa. O objetivo é exigir a integração nos quadros da instituição e o reconhecimento de funções.

A greve foi convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTPS). O dirigente Artur Sequeira afirmou que cerca de 200 mediadores têm funções permanentes, mas não são tratados como trabalhadores estáveis.

Segundo o sindicalista, muitos mediadores vieram do antigo Alto Comissariado para as Migrações e trabalham para a AIMA via organizações parceiras. O que se pretende é o reconhecimento de funções, equiparação salarial e regularização do vínculo laboral.

Afirmou ainda que a ausência destes profissionais compromete o funcionamento da AIMA, dado que desempenham trabalhos de contacto com utentes, resolução de problemas e serviços técnicos de especialidade. O protesto decorre às 15h, junto da sede do Governo, em Lisboa.

Entre as reclamações está a necessidade de salário definido, pagamento de horas extraordinárias e fim de contratos por meio de protocolos considerados irregulares. Os trabalhadores também apontam problemas de acesso a bases de dados sensíveis sem serem funcionários do Estado.

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