- O Papa Leão XIV tornou-se no primeiro sumo pontífice em quase cinco séculos a visitar o Mónaco, conhecido como refúgio de milionários na Riviera francesa.
- Reuniu-se com o príncipe Alberto II e exortou os residentes ricos a partilhar a prosperidade para ajudar os necessitados.
- Chegou ao Mónaco após um voo de helicóptero do Vaticano e discursou na residência oficial do chefe de Estado, fortaleza com vista para o Mediterrâneo.
- O Papa enfatizou que tudo o que é colocado nas mãos dos ricos tem de ser partilhado para promover a justiça e o bem-estar de todos.
- A visita é apenas a segunda fora de Itália para o Papa Leão XIV; têm previstas viagens a África em abril e a Espanha em junho.
O Papa Leão XIV realizou hoje uma rara visita ao Mónaco, o enclavéo mediterrânico conhecido pela riqueza e pelos iates de luxo. A sua deslocação, que marca a primeira visita de um Papa ao principado em quase cinco séculos, decorreu após um voo de helicóptero a partir do Vaticano.
Acompanhado pela comitiva vaticana, o Pontífice reuniu-se com o príncipe Alberto II, chefe de Estado do Mónaco. A cerimónia ocorreu na residência oficial do principado, situada numa fortaleza medieval com vista para o Mar Mediterrâneo.
Leão XIV apelou aos residentes ricos do Mónaco para partilharem a prosperidade com os menos favorecidos. O discurso sublinhou a obrigação moral de transformar a riqueza em benefício para a comunidade, sem causarem desigualdade.
Contexto financeiro e social
O Mónaco é conhecido pela baixa tributação e pela elevada concentração de rendimentos, sendo um dos menores estados do mundo. O Papa referiu-se à responsabilidade social associada à riqueza, defendendo ações que promovam justiça e bem-estar coletivo.
A visita do Papa ao Mónaco é apenas o início de uma agenda de viagens para este ano. Em abril, Leão XIV deverá realizar uma digressão por quatro países africanos, enquanto em junho parte para uma semana de visitas de Estado em Espanha.
Apesar de Portugal não estar na sua agenda oficial, o núncio apostólico em Lisboa indicou que a visita a Portugal é possível no futuro, mantendo-se em aberto a confirmação de datas.
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