- A AGCM abriu uma investigação às lojas Sephora e à marca Benefit (ambas da LVMH) por alegadas práticas comerciais desleais ligadas à venda de produtos para adultos a crianças e adolescentes.
- A agência italiana preocupa-se com o uso de microinfluenciadores muito jovens nas redes sociais para promover o uso prematuro de cosméticos para adultos e a compra de máscaras, séruns e cremes antienvelhecimento.
- A investigação foca a promoção de hábitos associados à “cosmeticorexia”, onde menores são influenciados a investir excessivamente em cuidados de pele.
- As operações de inspecção ocorreram na Sephora Italia, na LVMH Profumi e Cosmetici Italia e na LVMH Italia, na quinta-feira.
- A AGCM afirma que informações relevantes, como avisos sobre cosméticos não destinados a menores ou não testados em menores, podem ter sido omitidas ou apresentadas de forma enganosa; ainda não houve réaction das empresas.
A AGCM italiana abriu uma investigação contra Sephora e Benefit Cosmetics, ambas de propriedade do grupo LVMH, por potenciais práticas comerciais desleais ligadas à comercialização de cosméticos para adultos junto de crianças e adolescentes. A operação ocorre numa sequência de preocupações públicas sobre marketing dirigido a menores.
A autoridade aponta que marcas recorrem a microinfluenciadores muito jovens nas redes sociais para promover uso prematuro de cosméticos para adultos e a compra de máscaras, séruns e cremes anti-envelhecimento. A prática é associada a hábitos de cosmeticorexia entre menores.
Na sexta-feira, a AGCM informou que as investigações surgem por receios de que anúncios e precauções sobre cosméticos não adequados a menores possam ter sido omitidos ou apresentados de forma enganosa. Funcionários da AGCM e da polícia financeira já realizaram inspeções na Sephora Italia, na LVMH Profumi e Cosmetici Italia e na LVMH Italia.
Desdobramentos e contexto
A AGCM aponta que a exposição de informações incompletas ou enganosas pode afetar a proteção de consumidores jovens. O uso de cosméticos erradamente adequados a peles adolescentes é visto como de risco para saúde dermatológica. A prática investigada envolve também a promoção de hábitos de consumo excessivo.
Especialistas destacam que ingredientes comuns em produtos anti-envelhecimento, como ácidos, hialurónicos e vitamina C, não são necessários para a pele adolescente e podem exigir avaliação médica. A administradora lembra riscos para a saúde mental ligados à pressão estética.
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