- A Federação Europeia de Adeptos (FSE), com a Euroconsumers, apresentou à Comissão Europeia uma queixa contra a FIFA sobre preços “exorbitantes” dos bilhetes do Mundial de 2026 e sobre os procedimentos de compra.
- Acusam a FIFA de abuso de posição monopólica, solicitando que a Comissão ordene o abandono da política de “preços dinâmicos” e o congelamento dos preços anunciados para a próxima fase de vendas em abril.
- Reivindicam a publicação do número de bilhetes restantes em cada categoria com pelo menos 48 horas de antecedência e apontam seis abusos, incluindo preços acima de edições anteriores e alegada publicidade enganosa.
- Valores apontados incluem bilhetes mais baratos para a final a partir de 4.185 dólares (3.609 euros), cerca de sete vezes superiores aos preços de 2022 no Qatar.
- Denunciam ainda regras de venda opacas, desempenho de venda agressivo e uma comissão de 15% pela revenda de bilhetes.
A Federação Europeia de Adeptos (FSE) apresentou uma queixa à Comissão Europeia contra a FIFA, contestando os preços dos bilhetes do Mundial de 2026 e os procedimentos de compra considerados opacos. A queixa surge em parceria com a Euroconsumers, organização que representa consumidores na Europa.
A FSE acusa a FIFA de abuso da posição de monopólio exercida na venda de bilhetes para o campeonato. A denúncia foi publicada pela própria federação, que já apelou, em meados de dezembro, à FIFA para iniciar negociações visando uma solução que respeite a tradição e o significado cultural do Mundial.
A queixa recorre à legislação europeia sobre concorrência, alegando que a FIFA impôs condições aos adeptos através do seu monopólio. A intenção é que a Comissão Europeia ordene o abandono da política de preços dinâmicos e o congelamento dos valores anunciados para a próxima fase de vendas, em abril, além de exigir a publicação do número de bilhetes disponíveis com pelo menos 48 horas de antecedência.
Entre os seis abusos apontados, destacam-se os preços considerados exorbitantes, superiores aos de edições anteriores. O bilhete mais barato para a final situa-se nos 4 185 dólares, cerca de 3 609 euros, segundo os reclamantes, o que representa mais de sete vezes o preço do Mundial de 2022.
As organizações discutem ainda publicidade considerada enganosa para bilhetes da fase de grupos, alegando que a disponibilidade de lugares divulgada não correspondia à realidade de venda. A compra é descrita como sujeita a regras pouco transparentes sobre localização de lugares, disposição dos estádios e equipas.
Outro ponto da queixa refere-se a técnicas de venda agressivas e à cobrança de uma comissão de 15% sobre revenda de bilhetes, praticadas pela FIFA e pela organização responsável pela venda. A denúncia enfatiza falhas na previsibilidade de custos para os adeptos.
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