- O Governo Regional dos Açores aumentou o subsídio de habitação para 500€ mensais (mais 200€ que no ano anterior) para atrair docentes a escolas periféricas.
- Mantém-se uma viagem de ida e volta por ano ao continente e é necessário ficar três anos na mesma escola.
- Este ano existem entre 20 e 30 docentes a concorrer; no ano passado apenas um ficou colocado.
- Segundo o Sindicato de Professores da Região dos Açores, a única solução nas ilhas mais periféricas tem sido contratar docentes sem habilitação legal.
- A falta de casas para arrendar, associada ao peso do alojamento local, leva profissionais a permanecerem na ilha de residência, dificultando deslocações para outras ilhas.
O Governo Regional dos Açores aumentou os incentivos para atrair docentes para escolas mais periféricas, incluindo um subsídio mensal de habitação de 500 euros e uma viagem anual ao continente. Os contratos mantêm a exigência de três anos na mesma escola.
Apesar das medidas, a adesão tem sido reduzida: este ano participam entre 20 e 30 candidatos, enquanto no ano passado apenas um ficou colocado, segundo fontes sindicais. A realidade nas ilhas tem criado dificuldades de recurso humano.
Impacto nas escolas periféricas
A falta de docentes habilitados continua a afetar o cenário educativo nas ilhas mais remotas. Relatos apontam que, para contornar a ausência de profissionais, têm sido contratados docentes sem habilitação legal para funções em educação pré-escolar.
A dificuldade de fixar residência local agrava a situação: há falta de casas para arrendar devido ao peso do alojamento local, e muitos docentes preferem manter contratos na ilha de origem, em São Miguel, do que mudar para outras ilhas, mesmo com o subsídio de habitação.
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