- Os exames nacionais arrancaram com a prova de Português, obrigatória para a conclusão do ensino secundário, realizada por cerca de oitenta mil alunos.
- A professora Maria do Carmo Oliveira, da Associação de Professores de Português, considera o exame equilibrado mas critica o peso excessivo das questões de escolha múltipla.
- A docente avisa que acertar as sete perguntas de escolha múltipla pode equivaler a 9,1 em pontos, o que, para uma disciplina estruturante, pode dar um sucesso ilusório.
- A prova teve José Saramago em destaque, com perguntas sobre Memorial do Convento e O Ano da Morte de Ricardo Reis, num momento em que o Nobel pode deixar de ser obrigatório no ensino secundário.
- O Ministério da Educação, Ciência e Inovação indica que a revisão das Aprendizagens Essenciais e da Matriz Curricular está em curso, com segunda fase de consulta pública prevista para o 1.º trimestre de 2027 e alterações para 2027/2028.
Os exames nacionais arrancaram nesta terça-feira com a prova de Português, obrigatória para a conclusão do ensino secundário e relevante para o acesso ao ensino superior. Cerca de 80 mil alunos realizaram a avaliação.
A Associação de Professores de Português (APP) critica o peso excessivo atribuído às perguntas de escolha múltipla, considerando que pode induzir a uma ilusão de sucesso. Segundo a APP, um bom desempenho nas sete perguntas de escolha múltipla pode render 9,1 valores, sem refletir a qualidade da parte escrita.
Foco na obra de Saramago
Na prova esteve em evidência José Saramago, com itens sobre Memorial do Convento e O Ano da Morte de Ricardo Reis. A APP defende a continuidade de Saramago no currículo, enquanto há ainda incerteza sobre a obrigatoriedade no documento Aprendizagens Essenciais.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação informou que a revisão das Aprendizagens Essenciais e da Matriz Curricular está a decorrer. Uma segunda fase de consulta pública está prevista para o primeiro trimestre de 2027, com alterações a entrar em vigor em 2027/2028.
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