- O número de estudantes imigrantes nas universidades portuguesas quase dobrou na última década, passando de cerca de 20 mil em 2015 para ~42 mil em 2024, o que representa cerca de um em cada dez alunos.
- Cerca de metade desses estudantes vem de países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP); o Brasil tem a maior participação, com mais de 70%.
- Entre os países da CPLP com presença significativa estão Guiné-Bissau, Cabo Verde, Angola, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Timor-Leste.
- O estudo do Centro de Formação Prepara Portugal vinca a internacionalização como motivo-chave, com a certificação europeia por via do Tratado de Bolonha e a possibilidade de residência para fins de estudo.
- O Prepara Portugal já recebeu 2.502 estudantes de mais de 35 nacionalidades em pouco mais de um ano, sendo a maioria brasileira (76,8%), seguida por Marrocos e Angola, com planos de ampliar cursos como Inteligência Artificial e Cibersegurança Aplicada aos Negócios.
O estudo do Centro de Formação Prepara Portugal revela que o número de estudantes imigrantes que procuram o ensino superior em Portugal duplicou nos últimos dez anos. O Brasil lidera a lista de países da CPLP com maior procura pela universidade portuguesa, segundo dados analisados pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) e pela Pordata.
Entre 2015 e 2024, o universo de estudantes internacionais nas universidades portuguesas passou de cerca de 20 mil para aproximadamente 42 mil, o que corresponde a um terço do total de estudantes imigrantes no ensino superior. Em 2024, representa perto de 10% do total de estudantes do ensino superior em Portugal.
CPLP em peso e Brasil no topo
Cerca de metade dos estudantes imigrantes vem de países da CPLP. Entre eles, o Brasil representa a maioria entre quem procura qualificação superior, com acréscimo superior a 70%. Seguem-se Guiné-Bissau, Cabo Verde, Angola, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Timor-Leste.
Portugal é visto como destino académico por fatores linguísticos e europeus
A organização aponta que o idioma comum facilita a internacionalização da formação. A presença portuguesa na UE e os protocolos de matrícula ajudam a obter autorização de residência por estudo. A formação em Portugal é apresentada como certificação reconhecida na Europa, via o quadro de Bolonha.
Motivações e impactos da presença internacional
O estudo destaca o peso crescente da presença internacional no ensino superior, associado à imigração para fins de estudo como vetor de renovação da força de trabalho. A instituição aponta que a imigração de estudantes atua como motor de dinamismo económico em várias áreas.
O Prepara Portugal, com foco em cursos profissionais, já recebeu 2.502 alunos de mais de 35 nacionalidades. A maioria é de origem brasileira, respondendo por 76,8% das matrículas, seguida por estudantes de Marrocos e Angola.
Diversificação formativa e futuro profissional
A instituição oferece formações em gestão, tecnologia e serviços, com planos de ampliar a oferta para áreas como Inteligência Artificial e Cibersegurança Aplicada aos Negócios, além de Barbearia e Visagismo Masculino. Tais cursos respondem à procura do mercado de trabalho e às exigências tecnológicas.
Integração como fator-chave
Cerqueira destaca que a integração dos imigrantes no sistema educativo é decisiva para o mercado de trabalho. O objetivo é valorizar a contribuição da comunidade imigrante para Portugal e ampliar oportunidades de formação, sobretudo para quem ambiciona progressão académica ou profissional. A comemoração do Dia do Estudante é mencionada nessa lógica.
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