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Juntas de Lisboa defendem plano estruturado para pavimento e saneamento

Presidentes de juntas de Lisboa defendem plano estruturado de manutenção de pavimentos e saneamento para evitar novos danos após o temporal Kristin

Trabalhos de reparação de buracos
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  • Seis presidentes de juntas de Lisboa alertaram para falhas na pavimentação e no saneamento agravadas pelo temporal Kristin, defendendo um plano estruturado de manutenção urbana.
  • Os autarcas destacaram problemas como queda de árvores, infiltrações e danos no pavimento, com evidências de falta de manutenção continuada.
  • Constatou-se que algumas zonas já tinham fragilidades antes das tempestades, e houve chamada para uma intervenção integrada entre pavimentação e saneamento.
  • Em Belém, a avaliação mostrou impactos limitados devido à prevenção, mas foi sublinhado o risco futuro da drenagem e da proximidade ao rio Tejo; em Santo António houve críticas à ausência de informação por parte dos serviços municipais.
  • A CCDR Lisboa e Vale do Tejo aprovou 600 pedidos de apoio para habitações afetadas, no total de 2 milhões de euros, enquanto Portugal registava dezenas de mortes e prejuízos significativos com as tempestades.

Seis presidentes de juntas de freguesia de Lisboa alertaram para falhas na pavimentação e no saneamento agravadas pelo temporal Kristin, defendendo um plano estruturado de manutenção urbana. O debate ocorreu numa comissão da Assembleia Municipal de Lisboa, durante a análise do estado dos edifícios sob gestão das juntas.

Entre os problemas apontados, constam queda de árvores, infiltrações e danos no pavimento em várias zonas da cidade. Os autarcas destacaram a falta de manutenção continuada como fator que agrava episódios de chuvas intensas e aumenta riscos para os munícipes.

Mauro Santos, da Alcântara, referiu que equipamentos públicos já apresentavam fragilidades antes do temporal, dificultando traçar custos de requalificação. O foco foi na necessidade de intervenção integrada entre pavimentação e saneamento.

João Carvalhosa, de Belém, disse que os impactos foram contidos pela prevenção e atuação rápida no terreno. Alertou, contudo, para riscos futuros na drenagem e junto ao rio Tejo, sugerindo planeamento de longo prazo.

Carlos Castro, de Santa Clara, pediu um plano consistente de manutenção das vias, criticando a ausência de articulação entre pavimentação e saneamento. A degradação do piso tem dificultado a circulação na freguesia.

Filipa Veiga, de Santo António, criticou a falta de informação dos serviços municipais e a fraca articulação na gestão de ocorrências, apontando estado deplorável de algumas infraestruturas de higiene urbana.

Maria João Correia, de Santa Maria Maior, disse que o temporal foi gerido com relativa contenção na freguesia, destacando a boa resposta dos serviços e monitorização de sedes e escolas.

Silvino Correia, do Beato, relatou infiltrações em equipamentos públicos, quedas de tetos falsos e um curto-circuito que originou um incêndio sem vítimas, evidenciando vulnerabilidades de edifícios.

Relatório e próximos passos

A comissão irá ouvir os restantes presidentes de junta nas próximas semanas, para consolidar o quadro do impacto nas freguesias. A CCDR de Lisboa e Vale do Tejo já aprovou 600 pedidos de apoio para habitações atingidas, no valor de 2 milhões de euros.

Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde o fim de janeiro devido às depressões Kristin, Leonardo e Marta. As tempestades causaram danos a casas, empresas, infraestruturas e deixaram centenas de feridos e desalojados. Regiões afetadas: Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.

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