- A Finlândia mantém-se como o país mais feliz do mundo, pelo nono ano consecutivo, no 14.° Relatório Mundial da Felicidade 2026.
- Portugal caiu nove lugares e ficou no 69.º lugar, entre a Colômbia (68) e a Croácia (70).
- A Costa Rica surpreende ao ficar em 4.º lugar, tornando-se o primeiro país da América Latina a entrar no top cinco.
- O ranking mostra descidas de países ricos: Canadá fica em 25.º, Áustria em 19.º e Austrália em 15.º; nenhum grande país de língua inglesa está entre os dez primeiros.
- O estudo aponta que fatores como o PIB, apoio social, esperança de vida, liberdade, generosidade e corrupção influenciam a felicidade; também indica que jovens da América do Norte e da Europa Ocidental são menos felizes do que há quinze anos, com o tempo online a funcionar como um dos principais fatores de infelicidade.
A Finlândia mantém-se como o país mais feliz do mundo pelo nono ano consecutivo, segundo o 14.° Relatório Mundial da Felicidade 2026. Portugal desce nove posições, avançando para o 69.º lugar. Islândia e Dinamarca ocupam o top 3, com Costa Rica em quarto lugar.
O estudo, elaborado pela Gallup, Oxford Wellbeing Research Centre e Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, avalia a vida de residentes de 140 países numa escala de zero a dez. PIB, apoio social e liberdade pesam na nota.
Portugal registou uma queda acentuada face ao ano anterior, após já ter perdido cinco lugares. A posição situou- se entre a Colômbia (68) e a Croácia (70), com fatores como corrupção, falta de generosidade e suporte social mencionados como motivadores.
Na liderança doméstica, a Finlândia destaca pela ligação à natureza, pelo bem‑estar social e pelas tradições como as saunas. A Costa Rica é reconhecida pela coesão social, pelos laços familiares fortes e pelo capital social elevado.
Entre os países ricos, várias nações registaram descidas: o Canadá caiu para 25.ª, a Áustria para 19.ª e a Austrália para 15.ª. De notar que nenhum dos grandes países de língua inglesa entrou entre os dez primeiros.
Os autores observam que jovens da América do Norte e de Europa Ocidental são menos felizes hoje do que há 15 anos. As redes sociais aparecem como um fator relevante de infelicidade entre os jovens.
A pesquisa também aponta para o impacto da conectividade constante no bem‑estar físico e mental. O relatório de 2026 conclui que o excesso de tempo online contribui para níveis reduzidos de felicidade.
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