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Estado central falha na resposta às tempestades, critica José Roquette no Porto

Estado central falhou na resposta às tempestades; José Roquette defende descentralização para respostas mais rápidas e maior protagonismo das autarquias

José Roquette defendeu que a falta de uma estrutura descentralizada compromete a eficácia da resposta em situações de crise
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  • José Roquette afirmou que a resposta do Estado central às tempestades que atingiram Portugal “não existiu”, indicando que foram as autarquias a agir no terreno.
  • Na conferência anual do Círculo de Estudo do Centralismo, na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, defendeu a necessidade de uma estrutura descentralizada para responder a crises.
  • Relembrou a Comissão Independente para a Descentralização, liderada por João Cravinho, cujo relatório de 2019 ficou sem seguimento político.
  • O economista Miguel Cadilhe sublinhou o papel da sociedade civil e divulgou uma carta aberta criticando a concentração de grandes investimentos públicos em pouco território.
  • O encontro dá início a um ciclo de debates sobre reequilibrar o território e reforçar o papel das regiões e comunidades locais na tomada de decisão.

O empresário José Roquette criticou a resposta do Estado central às tempestades que afetaram Portugal, sustentando que essa resposta não existiu na prática. A declaração ocorreu durante a primeira conferência anual do Círculo de Estudo do Centralismo, na Faculdade de Economia da Universidade do Porto.

Roquette afirmou que, frente à crise, não foram visíveis estruturas de planeamento de emergência. Na sua leitura, as autarquias tiveram um papel mais ativo no terreno, ao contrário das CCDR, o que revelou fragilidades estruturais do Estado. Defendeu, por isso, uma política descentralizada para acelerar respostas.

O empresário recordou o envolvimento na Comissão Independente para a Descentralização, liderada por João Cravinho, cujo relatório de 2019 não teve seguimento político. Defendeu que o país precisa de efetivar a descentralização para melhorar a resposta a crises.

Pelo mesmo painel, o economista Miguel Cadilhe destacou o papel da sociedade civil no debate sobre o modelo de organização do Estado. Enfatizou que uma sociedade civil livre e atuante é essencial para evitar caminhos de servidão e para exigir mudanças institucionais.

Cadilhe apontou ainda para a carta aberta aos órgãos de soberania, criticando a concentração de grandes projetos de investimento em curto espaço e território. Considerou a situação uma desproporcionalidade constitucional que merece reflexão.

Os debates também abordaram o envolvimento das empresas na mitigação do centralismo e o impacto sobre o interior do país. A proposta passa pela descentralização como alternativa ao modelo centralista vigente, segundo os participantes.

A conferência marca o arranque de um ciclo de debates que visa colocar a descentralização na agenda pública. O objetivo é reforçar o papel das regiões e das comunidades locais na tomada de decisões estratégicas.

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