A associação ACEC realiza hoje a sua conferência anual na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, para debater desequilíbrios regionais no país. O foco é o litoral versus interior, com base em dados de investigação académica. O evento inclui académicos, empresários e responsáveis políticos.
A proposta é discutir as assimetrias do desenvolvimento e as causas profundas do desequilíbrio regional. A sessão analisa também a organização política e administrativa do país, em especial a regionalização, sem limitar o debate a esse tema.
O presidente da ACEC, Carlos Tavares, reforça a necessidade de rigor técnico. Ele afirma que as discussões vão basear-se em informações recolhidas por académicos, economistas e empresários, para fundamentar o debate público.
Entre os temas está a avaliação de reformas administrativas relevantes. Tavares lembra que Portugal não passou por uma grande reforma há quase dois séculos, citando a de 1836, promovida por Passos Manuel.
Durante a manhã, são apresentados exemplos de empresas que investem fora das grandes áreas metropolitanas. Segundo o presidente, esses casos mostram que é possível inverter dinâmicas, ainda que sejam exceções curiosas.
A conferência também analisa as causas profundas das desigualdades territoriais. A percepção é de que o litoral continua a atrair mais rendimento e população do que várias zonas do interior.
As conclusões do encontro deverão resultar numa publicação com estudos e reflexões para apoiar decisores políticos. O objetivo é orientar políticas públicas futuras com base em evidência.
Participam nomes do meio académico e económico, como Óscar Afonso, João Cerejeira, Daniel Bessa, Miguel Cadilhe e José Roquete. O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, está também previsto na presença.
A entrada é gratuita mediante inscrição, segundo a organização. O evento pretende aportar dados e propostas para orientar decisões públicas com foco no equilíbrio territorial.
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