- O presidente da Câmara do Porto e da Área Metropolitana do Porto (AMP), Pedro Duarte, afirmou que a AMP é uma “ficção enquanto organismo” e uma “ilusão”, sem poder decisivo, recursos ou meios para políticas comuns.
- Defende uma “revisão da composição” da AMP, destacando os 17 municípios com características distintas e as dificuldades de coesão entre eles.
- No debate na Casa da Arquitetura, a socialista Luísa Salgueiro (Matosinhos) concordou que a diversidade entre municípios dificulta a coesão e também pediu uma revisão da composição, lembrando que a AMP tem recursos próprios reduzidos.
- Elisa Ferreira afirmou que Portugal é um dos países mais centralizados da União Europeia, ao passo que muitos países possuem níveis intermédios entre o municipal e o central.
- Duarte criticou ainda estruturas desconcentradas ligadas à AMP, como as CCDR e CIM, classificando-as como entidades sem poder de decisão próprio.
O presidente da Câmara do Porto e da Área Metropolitana do Porto (AMP), Pedro Duarte, classificou a AMP como uma ficção enquanto organismo. Defendeu que a composição por 17 municípios com características distintas gera várias dificuldades na gestão regional.
No debate na Casa da Arquitetura, Duarte afirmou que a AMP é uma agremiação de presidentes de câmara, capaz de responder com boa vontade a questões pontuais, mas sem condições jurídicas formais para impulsionar políticas comuns. Sublinhou a ausência de incentivos, meios e recursos.
O autarca, que prometeu ser mais radical que a colega de Matosinhos, considerou a AMP uma ilusão de poder. Afirmou que o espaço funciona como mera coordenação e depende da cooperação entre municípios para avançar em projetos regionais.
Revisão da composição
A presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, também participou no debate e apontou que a AMP agrega 17 municípios com realidades distintas, o que dificulta a coesão. Defendeu uma revisão da composição e destacou as limitações de recursos e de capacidade política, excetuando a área dos transportes.
Elisa Ferreira, antiga ministra e comissária europeia, reforçou a perspetiva de que Portugal está entre os países mais centralizados da Europa, contrastando com a existência de níveis intermédios em outros estados membros.
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