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Armamar pede progressão da ligação à A24

Armamar avança com pedido de ligação à A24 para facilitar escoamento de maçã e atrair turismo, após décadas de atraso

A igreja matriz de Armamar é um dos ex-líbris do município transmontano
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  • Armamar quer avançar com a ligação à Autoestrada A24, prioridade dos três presidentes da Câmara pelo PSD.
  • O projeto esteve bem encaminhado antes da troika, mas ficou paralisado e não foi retomado desde então.
  • A nova via é vista como crucial para escoar as cerca de cem mil toneladas de maçã e quatro milhões de quilos de uvas que o concelho produz por ano.
  • Além da estrada, é apontada a ampliação da rede de rega agrícola e políticas municipais que incentivem a fixação de pessoas no concelho.
  • Os autarcas destacam a importância da gestão de proximidade e da ampliação de competências locais, defendendo uma perspetiva de desenvolvimento regional sem perifração excessiva.

Armamar volta a exigir a construção de uma ligação à Autoestrada A24, projeto que esteve perto de avançar antes da crise da troika e que hoje não saiu do papel. O objetivo é facilitar o escoamento agrícola e atrair turismo para o concelho.

Há duas décadas que os autarcas defendem a obra. O ponto de viragem parece ter ficado pendente na altura de 2011, mas a prioridade voltou a ganhar força entre os três presidentes da Câmara, todos do PSD, que sublinharam a importância de vencer a estagnação.

Durante o debate radiofónico com a TSF, o atual presidente, Márcio Morais, afirmou que a ligação à A24 não pode continuar na esfera da utopia e indicou que a obra é um anseio partilhado entre executivos. O antigo autarca João Paulo Fonseca também reiterou a prioridade do projeto.

Márcio Morais ressaltou que a melhoria da conectividade permitiria atrair pessoas para morar em Armamar, destacando que uma casa T3 custa, em Armamar, cerca de um terço do valor em Vila Real. Contudo, admitiu que a atual estrada dificulta o tráfego, especialmente na vila de Fontelo.

Perspetiva agrícola e infraestrutural

A nova rodovia apareceria como motor de escoamento de cerca de 100 mil toneladas de maçã e quatro milhões de quilos de uvas produzidas no concelho anualmente. Além disso, os autarcas apontaram que a ampliação da rede de rega agrícola também é prioritária.

João Paulo Fonseca, ex-presidente, acrescentou que a gestão local enfrenta limites de competências e que é necessário fortalecer a autonomia em áreas como saúde, defendendo uma melhoria na transferência de competências.

Hernâni Almeida, que liderou a Câmara entre 1993 e 2013, lembrou a necessidade de reconhecimento do papel dos autarcas no desenvolvimento regional. Relembrou que a experiência histórica mostra que a evolução de infraestruturas foi resultado do esforço conjunto entre governos locais e nacionais.

O debate também destacou que o interior do país, incluindo Armamar, tem contribuído de forma relevante para a economia nacional pela produção agrícola. O grupo concordou que o caminho para a melhoria passa pela valorização da gestão local e por avanços concretos em infraestruturas essenciais.

Dados e contexto

Armamar é conhecido pela qualidade da maçã de montanha, produzida em pomares ao longo do Douro. A aposta na conectividade rodoviária é apresentada como facilitadora da logística agrícola e da atratividade turística, segundo os políticos ouvidos.

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