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Investigadores denunciam retórica racista no stand do Chega na Futurália

Investigadores denunciam retórica racista no stand do Chega na Futurália e solicitam intervenção da organização para evitar normalização de discriminação

Stand do Chega na Futurália, que é visitada por milhares de estudantes, tem mensagens onde se lê "Isto não é mesmo o Bangladesh (mas parece)" ou "Sorria, estamos a ser substituídos"
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  • O Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa denunciou o stand da juventude do Chega na Futurália, alegando que as mensagens promovem uma narrativa discriminatória sobre migrantes.
  • O ICS-ULisboa enviou uma comunicação formal à organização da Futurália a manifestar “profundo desagrado” com o conteúdo exposto, que inclui cartazes com frases como “Isto não é mesmo o Bangladesh (mas parece)” e “Sorria, estamos a ser substituídos”.
  • As imagens do líder do Chega, André Ventura, com armas e mapas sobre a natalidade de imigrantes em certos concelhos também foram apontadas como exemplos de retórica considerada racista por parte dos investigadores.
  • A Fundação AIP, que organiza o evento, disse não ter declarações a prestar; o Ministério Público arquivou queixas sobre propaganda do Chega, embora alguns actores mantenham recurso a decisões judiciais.

O Instituto de Ciências Sociais da ULisboa denunciou o uso de retórica racista no stand do Chega na Futurália, feira de educação em Lisboa, em funcionamento até sábado. Os investigadores apontam frases que associam migrantes a risco social e imagens do líder do Chega com armas.

O ICS afirma que o conteúdo, em cartazes, ultrapassa o debate político legítimo e se aproxima de uma narrativa discriminatória. O estudo refere ainda mensagens semelhantes já exibidas noutras ações do partido no último ano.

A Futurália é organizada pela Fundação AIP, que não reagiu ao assunto até ao momento, respondendo apenas que não tem declarações a prestar. O stand do Chega é uma das zonas da feira que atrai milhares de estudantes.

Segundo o ICS, as mensagens visam moldar a perceção de grupos inteiros como ameaças. Os investigadores defendem que o evento deve promover educação, pensamento crítico e inclusão, não normalizar discursos de exclusão.

Reação institucional

O grupo de investigadores pediu à organização da Futurália uma averiguação pública da situação e garantias de que o evento não funciona como plataforma para mensagens discriminatórias. O tema já motivou debates entre especialistas.

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