- O grupo de extrema-direita Reconquista marcou uma conferência para este sábado, à tarde, no Hotel Collection NH Porto Batalha, no centro histórico do Porto, entre as 14h00 e as 19h30.
- O programa inclui temas como o feminismo, a imigração e remigração, e o aborto; a localização manteve-se em segredo até ao final da tarde de sexta-feira.
- O hotel afirmou que a reserva foi feita em nome de uma empresa e não do grupo, garantindo que o evento contraria a política do espaço e não o permitirá.
- A conferência sucede ao terceiro congresso do grupo, realizado em novembro em Pedras Rubras, Maia, que teve 400 participantes no pavilhão do Maia Sport após a recusa de outros espaços.
- O líder do Reconquista, Afonso Gonçalves, é igualmente arguido por crimes de ódio numa investigação conjunta do Ministério Público e da Polícia Judiciária.
O grupo Reconquista, de orientação ultranacionalista, marcou uma conferência para este sábado à tarde no centro histórico do Porto. O evento está agendado para decorrer entre as 14h00 e as 19h30 no Hotel Collection NH Porto Batalha, junto à Praça da Batalha. A localização foi mantida em segredo até ao final da tarde de sexta-feira.
O programa da conferência aborda temas como feminismo, imigração e aborto, segundo o semanário Expresso. A organização pretende apresentar argumentos alinhados com a perspetiva do movimento, sem divulgar dados adicionais sobre participação ou convidados.
O hotel informou ao Expresso que a reserva foi feita em nome de uma empresa, não do grupo Reconquista, e sublinhou que o evento contraria a política do grupo hoteleiro. O estabelecimento garantiu que não permitirá a realização da conferência.
A conferência sucede ao terceiro congresso do movimento, realizado em novembro em Pedras Rubras, Maia. Na altura, as atividades estavam previstas para o Auditório Francisco de Assis, no Porto, mas o espaço recuou após controvérsia e tomada de posição da Associação de Pais. A alternativa escolhida foi o Maia Sport, onde estiveram presentes cerca de 400 pessoas.
O líder do grupo, Afonso Gonçalves, foi constituído arguido por crimes de ódio numa investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária. As autoridades não fornecem detalhes adicionais sobre o andamento do caso.
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